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  • Creators LGBTQIA+ mandam recados (e grandes conselhos) para as marcas que ainda não investem em diversidade

    Creators LGBTQIA+ mandam recados (e grandes conselhos) para as marcas que ainda não investem em diversidade

    Nossa pesquisa sobre o universo dos creators LGBTQIA+ trouxe muitos insights que falam do mercado da influência e sobre seu impacto direto nos representantes do movimento. Podemos navegar por dados que nos mostraram detalhes sobre as principais redes sociais trabalhadasformatos favoritos para criação de conteúdo e também o quanto os creators conseguem ganhar com todo esse trabalho.

    No final do nosso formulário de pesquisa, deixamos um espaço em aberto para que o criador de conteúdo pudesse deixar um recado para as marcas. Hoje, a missão da Mosaico é publicar esses feedbacks, que são conselhos importantes para quem ainda tem algum receio em investir e se posicionar a favor de lésbicas, gays, trans, bis, queers, interssexuais, assexuais, panssexuias e etc. Eles merecem e têm direito a ter voz ativa, e você não pode deixar de ouvi-los e pegar esses conselhos para criar uma super estratégia cheia de diversidade para sua empresa. 


    Conselho 1: Influência é um trabalho e merece remuneração real


    “As marcas e as agências precisam lembrar que a gente existe além de junho e precisam lembrar também que a gente tem boletos, porque tem várias marcas que querem que a gente faça coisas de graça ou pagando super pouco em nome da visibilidade da causa. Visibilidade sem pagar não me interessa porque não gera inclusão. Eu só vou estar em pé de igualdade com as pessoas héteros-cis quando meu trabalho for tão valorizado quanto o deles”  (opinião de creator transgênero/pansexual)

    Esse comentário é muito importante pois mostra que não é apenas dando espaço em uma campanha para integrantes do movimento LGBTQIA+ que uma marca se mostra aberta à diversidade. É preciso que todos os tratamentos sejam igualitários, principalmente aqueles que envolvem remuneração pelo esforço envolvido por parte do creator. A pesquisa da Mosaico mapeou quanto o trabalho de influência auxilia na renda de cada creator e pode entender que a valorização que o creator busca é aquela onde ele é pago por exercer o seu trabalho, algo que vai muito além da distribuição de mimos ou recebidos em troca de posts, prática muito frequente na maioria das empresas, que buscam menções em troca de alguns produtos, sem realizar um alinhamento de trabalho remunerado.  

    Conselho 2: Ampliar o calendário e praticar a inclusão nos 365 dias do ano

    “Fazer publi e falar da pauta (LGBTQIA+) só na época do ano que todos falam é fácil. Importante é fazer esse trabalho de forma constante, apoiando a médio e longo prazo o criador do segmento. Especialmente se tratando de saúde mental, pois o criador de conteúdo ter um patrocinador fixo significa ter mais segurança e a imagem da marca é trabalhada no longo prazo. ”  (opinião de creator bissexual)

    “Incluir influenciadores que fazem parte desse meio em diversas campanhas durante o ano, não apenas no mês do orgulho LGBTQIA+” (opinião de creator bissexual)

    “Fazer mais ações ligadas ao público LGBTQIA+ mesmo fora das datas focadas nesse público. Trazer a normalidade e representatividade real da nossa comunidade para o mercado publicitário, defendendo nossa causa durante todo o ano. ” (opinião de creator bissexual)

    Nas lives realizadas pela Mosaico durante o mês de celebração ao orgulho LGBTQIA+, muitos dos nossos convidados também relataram a necessidade de ver marcas trabalhando a diversidade durante outras datas comemorativas ao decorrer do ano. A comunidade também possui ou são mães, pais, filhos, possuem famílias e querem engajar e comemorar esses dias especiais como qualquer outro influenciador que é convidado para campanhas nos outros meses do ano. A representatividade não está somente dentro da construção de narrativas em cima de uma sigla específica. Ela vai além, Uma marca não precisa somente praticar uma discurso literal. Ao contratar e incluir as ações na sua comunicação membros do movimento, indo além dos estereótipos e exposição da sexualidade, a marca já estará abrindo as portas para a diversidade. Os criadores de conteúdo falam sobre diversos temas, não é só o discurso da comunidade.

    Conselho 3: Abrir espaço para corpos gordos e pretos


    “Importante, além da diversidade de letras, pensar na diversidade de corpos! Pessoas gordas, inclusive” (opinião de creator bissexual)

    A pluralidade de uma campanha começa quando conseguimos estourar a bolha do comum. É ir além da família feliz na propaganda de margarina, do casal feliz, magro e hétero se beijando na campanha de dia dos namorados. Da festa de natal rodeada de pessoas brancas. É preciso incluir corpos gordos, pretos, indígenas, pessoas com deficiência e naturalizar as suas existências, pois parte dele são a maioria do público consumidor ativo no Brasil e precisam começar a se enxergar em ações de marketing das marcas.

    Gostou das dicas que os criadores de conteúdo passaram? Qual delas a sua empresa precisa ainda incorporar na comunicação? Navegue pelo nosso blog e descubra outros insights para trazer ainda mais pluralidade e diversidade para sua marca. 

    Pesquisa supervisionada e também integrante do projeto de pesquisa da Profa. Dra. Yhevelin Guerin, vinculada à Universidade de Santa Cruz do Sul e intitulada “Influenciadores digitais, empoderamento social e posicionamento de marca.

  • Raphael Dumaresq e Victor Hugo: Influenciadores e a visibilidade do universo Queer e Assexual

    Raphael Dumaresq e Victor Hugo: Influenciadores e a visibilidade do universo Queer e Assexual

    Estar dentro de realities shows podem ser o sonho de muita gente, contudo, poucos entendem o impacto de estar em evidência na mídia, principalmente se você fizer parte do universo LGBTQIA+, e pertencer a siglas não muito conhecidas dentro do movimento. No Mosaico de Conversas que fecha nossa maratona em homenagem ao mês do orgulho LGBT, tivemos o prazer de receber os influenciadores digitais Victor Hugo e Raphael Dumaresq. Siga lendo e confira como foi nossa conversa.

    Queer: Entenda o significado da sigla com Dumaresq.
    O significado da expressão Queer está em mutação e em busca de um futuro cheio de representatividade, já que no passado o seu uso era feito de forma pejorativa, como se fosse uma maneira de chamar outra pessoa de “esquisita” ou “estranha”. Adotado e ressignificado pela comunidade LGBTQIA+, o termo Queer ganhou espaço e um leque muito grande de significados. Pode se encaixar dentro da expressão, pessoas que, por exemplo:

    • Não seja heterossexual, nem se sinta representado pelas outras siglas;
    • Trabalhe com expressão política, ajudando ou sendo ONGS e grupos ativistas;
    • Pessoas que fogem de normativas e não se encaixam em padrões vigentes;
    • Se sentir abraçado pelo conceito livre da frase “ser o que quiser”.  

    Basicamente, ser Queer é pertencer a comunidade mas sem priorizar uma letra ao invés de outra. Nosso super entrevistado, Raphael Dumaresq, ex-participante do reality The Circle Brasil, afirma que “O conceito Queer é você se auto reconhecer, é você se auto representar e respeitar que você é quem você é, o indivíduo que você é”. O influenciador digital também complementa ao explicar que em teoria, o termo Queer fala muito sobre gostos bem particulares, de jeitos de ser e agir muito individuais e únicos, que não precisam seguir padrões heteronormativos. Em resumo, ele explica: “Não precisa seguir padrões ou se encaixar, o queer é muito fluído mesmo, ele vai e ele é. É mais sobre o que ele é.”, relata.

    Uma pessoa Queer não precisa se identificar como tal, basta sentir-se daquela forma. Essa questão vai muito além da identidade de gênero e orientação sexual, e abre um espaço bem importante para o autoconhecimento. Dumaresq, que também é produtor cultural, DJ, performer e colunista, falou sobre a procura por entender quem somos: “a primeira angústia da vida é “Eu não sei o que eu sou” a gente começa a procurar sabendo o que a gente quer ser, aí vem a questão da profissão, a questão do relacionamento, vem diversas questões. Até que ponto a pergunta “Quem você é? “ou a resposta de “Quem eu sou?”, é necessária para a gente ser, apenas ser, sabe?”, afirma o produtor natural de Natal, Rio Grande do Norte.


    Precisamos normalizar a assexualização: com a voz, Victor Hugo
    Em um país hipersexualizado como o Brasil, ser assexual é sofrer o dobro de preconceito. Entender que é possível amar sem sentir prazer sexual, desejar um corpo ou mandar um famoso “nudes” pode ser visto como uma coisa anormal. Essa questão faz com que certas pessoas preconceituosas considerem os representantes dessa sigla pessoas doentes – o que nos leva a anos e anos de recessão quando o assunto é representatividade da comunidade LGBTQIA+.

    Victor Hugo, roteirista, psicólogo e ex-participante do BBB 20 soltou o verbo e contou na nossa conversa o que é ter uma personalidade assexual e também como ele sofreu os impactos de assumir quem era dentro da casa mais vigiada do Brasil.

    O influenciador conta os pontos positivos de ser assexual. “Significa que você é uma pessoa muito desenrolada, que você é uma pessoa muito feliz, muito alegre sozinha, mas não necessariamente que você passará a vida inteira sozinha. Você também pode encontrar um grande amor e ser muito feliz junto, então é muito legal.”, relata Victor que também aborda que, sobre ser assexual, a única coisa negativa é o preconceito e a falta de entendimento da maior parte das pessoas que o amor pode não estar baseado no sexo. 

    Ser assexual, então, é não (ou ter muito pouca) atração sexual. Nosso super ex-BBB, simpático e cheio de energia, Victor Hugo conta que infelizmente, mesmo dentro do movimento, o orgulho ACE (como os assexuais costumam se identificar) é algo muito solitário, já que dentro da comunidade ainda existe certa estranheza devido a sua orientação.

    O criador de conteúdo relata “Enquanto todo mundo festeja, o quanto é legal viver a liberdade de ser quem é, quando chega a data do Orgulho LGBT, a gente se sente muito mais triste, porque a gente ainda não consegue comemorar. Muitas vezes as próprias pessoas da comunidade LGBT achavam que eu era gay, que eu era enrustido e que eu não queria dizer que eu era gay dentro da casa, por ter achado que eu tinha me apaixonado.”. Victor Hugo fala que por conta da falta de entendimento ou dos haters, sentiu-se prejudicado dentro do reality por ter demonstrado sua orientação. “O discurso do assexual é sempre visto como uma mentira e não é só comigo que aconteceu. As pessoas me olhavam lá na casa e falavam ‘Mentira, isso não é verdade. Ele é falso’”, desabafa. 

    Um novo universo: a criação de conteúdo como um trabalho

    Agora, influenciadores digitais, Dumaresq e Victor Hugo estão em busca de oportunidades para darem mais voz às suas siglas e também para aproveitarem a chance que ganharam com tanta visibilidade graças aos realities The Circle Brasil e Big Brother Brasil. Com a pandemia do corona vírus, eles sentem falta do calor humano que o reconhecimento poderia oferecer: como abraços, um maior contato com seus seguidores e muito amor espalhado.

    Já super ciente dos desejos e do comportamento do seu público, Dumaresq conta como está sendo a aproximação das marcas com ele: “Tem muita marca chegando para mim porque elas me querem mesmo, ‘Dumaresq eu gosto do seu perfil. Eu gosto de tudo o que você fala, pra quem você fala. Eu acho que a nossa marca tem tudo a ver com você’. Eu gosto de fazer trabalhos assim, principalmente quando a marca tem tudo a ver. Não adianta eu chegar aqui e vender pros meus seguidores uma chuteira de futebol, ”Gente eu trouxe pra vocês uma chuteira de futebol, maravilhosa que vocês vão amar”, o povo vai ficar assim, “Oi? Futebol?”, eu nem jogo futebol.”, conta para o Mosaico de Conversas.

    Contudo, Victor Hugo já relata que não recebe tantas propostas e tenta restringir também os convites a área de saúde – sua especialidade – e agora ao segmento de moda, espaço em que está se descobrindo. Quanto a abordagem, o influenciador digital conta que “Em geral, não recebo tantas propostas de publis de produtos. O que mais acontece em relação a marcas é me chamarem para conversar sobre um assunto, pra falar sobre alguma coisa do tipo.” menciona.

    Ambos possuem muitos planos pós-pandemia para abraçar e estão super abertos a troca de ideias e criação de networkings. 

    Momento bate-bola com os entrevistados

    A gente amaaaaaaaaa muito os momentos bate-bola do Mosaico de Conversas. Essa é a hora onde o influenciador deve responder rapidamente, com a primeira palavra que lhe vem à mente. Dumaresq e Victor deram ótimas respostas e você pode conferir as principais logo abaixo.

    Mosaico: Close é?
    Raphael Damaresq: Close é o estágio do corre que fez sucesso, porque toda vez que você tá vendo o nosso close, a gente fez um corre pra chegar ali. Quando aquela bicha gata fizer um corre muito babadeiro, o close é o estágio mais brilhante e glorioso do corre.

    Mosaico: Influenciar, é?
    Raphael Damaresq: Influenciar é política, é você trazer pessoas para perto de um pensamento que você acredita. Por isso que é tão perigoso ser influenciador e é tão perigoso pra que influenciador a gente vai dar ouvidos. Preste atenção, minha gente, pelo amor de Deus.

    Mosaico: E ser viado nordestino no Brasil é?
    Raphael Damaresq: Ser viado nordestino no Brasil, é você saber que não vai ser fácil mesmo, são poucas as que conseguem ser 100% quem é, ou ser 100% aquilo que a vida preparou pra ela, sabe, isso me dói muito, muito mesmo. Ser viado nordestino é ser forte, forte mesmo, forte pra caralho, muito forte, muito afrontosa, afrontosa mesmo. São vivências básicas para sobreviver. 

    Mosaico: Ser assexual no Brasil é?
    Victor Hugo: Um porre (risos). É você ter certeza que vai ter que passar dez minutos explicando vários detalhes e tirando dúvidas das pessoas, mas tá tudo bem, faz parte. É uma luta, é uma luta que a gente constrói todos os dias.

    Mosaico: Eu tenho orgulho de?
    Victor Hugo: De não ter me calado. Muita gente falou assim “Victor, não fala que você é assexual”. Quase todo mundo me disse isso. Isso vai te prejudicar muito no jogo. Então talvez se eu tivesse ficado calado, eu seria o gay da edição. Mas enfim, entrei com muito orgulho de ser quem eu sou e não me calar.

    Mosaico: Sexo é?

    Victor Hugo: Escolha.

    O que é o Mosaico de Conversas?


    O Mosaico de Conversas é um conteúdo editorial exclusivo da agência Mosaico. A proposta é criar um bate-papo com influenciadores digitais, especialistas e profissionais do mercado de comunicação, com ênfase em marketing de influência.

    Nossos bate-papos exclusivos para o mês do orgulho LGBTQIA+ chegaram ao fim nesse ano, contudo, a representatividade segue todos os dias nas nossas redes sociais. Você pode conferir na íntegra nosso super bate-papo com Raphael e Victor Hugo acessando esse link, além, é claro, de poder prestigiar todos que já passaram pelo Mosaico de Conversas. Deixe seu comentário e conta para a gente o que você achou desses conteúdos.

  • Uma aula sobre transgeneridade com Bielo Pereira e Tarso Brant

    Uma aula sobre transgeneridade com Bielo Pereira e Tarso Brant

    Influenciadores digitais tem o potencial de inspirar muitas pessoas. Contudo, nesse bate-papo que tivemos através do Mosaico de Conversa fomos mais do que inspirados, e sim, educados por Bielo Pereira e Tarso Brant. Ouvimos sobre representatividade, entendemos o significado de bigênere e intersexo, além de também falarmos sobre marketing de influência envolvendo criadores de conteúdo transgêneros. Siga lendo e fique por dentro de tudo que rolou. E se quiser acompanhar na íntegra o vídeo completo, acesse o IGTV da Mosaico.

    Bielo Pereira: gorde, ativista, prete, interssex e depois da live, professore

    Se só de ouvir a Bielo a gente já se sente energizado positivamente, imagina poder bater um papo com essa militante, dona e representante da sensatez? Saímos renovados da conversa, e tivemos o prazer de ouvir uma super explicação vinda da criadora de conteúdo sobre o significado de intersexo e transgeneridade, que aliás, é essencial você saber. Então, fica atento nas próximas palavras deste artigo.

    “A pessoa interssex não é só essa pessoa que nasceu com as duas gônadas. É também a pessoa que tem o desenvolvimento do corpo (…) digamos assim, híbrido. O que é mais uma comprovação (…) que o gênero é um ideal que a gente cria né.”, explica a creator e também apresentadora do Coisa Boa Para Você, do GNT.

    Bielo também explica que a sexualidade não é auto designada, e sim, uma condição pré-existente dentro de cada um de nós. Ouvir a influenciadora é um convite para entendermos melhor quem somos de verdade e avaliar a forma como nos apresentamos ao mundo, afinal, todos estamos livres para ser quem quisermos ser.

    A creator seguiu o bate-papo e foi fundo na sua explicação sobre o que é transsexualidade, para não deixar nenhuma dúvida. Ela diz que todo o conflito começa na hora de precisar se auto designar. “Isso normalmente acontece na adolescência, mas pode ser antes ou depois. A pessoa começa a ver que ela não faz parte daquele gênero que a família escolheu, que a família pré designou.” explica a influenciadora digital.

    Ao falar sobre as suas escolhas, Bielo conta “Eu me considero dos dois, eu sou uma pessoa bigênero, eu sou uma pessoa que é homem e mulher o tempo todo, independente da imagem social que eu esteja aparentando.”, relata enquanto nós, aprendemos e batemos palma. <3

    O mês do orgulho LGBTQIA+ vai muito além da Parada LGBT


    O mês do orgulho é conhecido e ganhou notoriedade com o avanço e disseminação de Paradas LGBTs em todo o país, sendo a maior delas realizada em São Paulo, capital. Muitas marcas colocavam seus esforços de marketing dentro desse evento para se mostrarem abertas à diversidade. Contudo, estar de portas abertas vai muito além disso. Para ser uma marca livre de preconceitos contra o movimento LGBTQIA+, é preciso criar um relacionamento perene com os integrantes da sigla, incluindo-os em campanhas durante todo o ano.

    “Eu não vejo pessoas intersexuais fazendo campanhas, mesmo em junho, eu não vejo esse lado sendo representado. Muitas marcas vem falar comigo pela questão de eu ser uma pessoa trans, então eles falam comigo muito mais por conta disso, porque eles entendem melhor a coisa da transexualidade, mesmo eu falando que eu sou bigênere e interssex”, explica Bielo.

    Junto do nosso bate-papo, estava o modelo e influenciador, Tarso Brant que tem uma super história para contar sobre a sua transição e processo de descobrimento. Ao questionado sobre um recado que passaria para as marcas que ainda tem receio de trabalhar com transsexuais, Tarso Brant foi bem assertivo. “Elas estão perdendo tanto comercialmente, quanto em questão do conceito mesmo. Que o conceito do transgênero é algo que traz uma transgressão de barreiras, traz uma mudança implícita dentro de cada pessoa. Então a representatividade que um transgênero tem dentro de uma marca, ela não se compara com a de qualquer outra pessoa. A sensação de um transgênero na vida é única, eu tive a oportunidade, o prazer e a honra de viver duas existências em uma só vida. Quero utilizar do meu conhecimento para ajudar as pessoas da forma como eu não fui ajudado no início.”, desabafa o influenciador digital, que também é ator e modelo. 


    Profissão: Influenciadores digitais. Porque essa escolha?


    Não se nasce influenciador digital, torna-se. Assim como muitas outras escolhas em suas vidas, Tarso e Bielo optaram por abrir suas redes sociais para falar sobre suas transformações, militando e ajudando outras pessoas semelhantes a eles.

    Tarso conta que o começo de tudo para ele foi natural e cresceu de forma tão orgânica que o fez questionar sobre suas responsabilidades ao falar sobre qualquer assunto com mais cuidado. “Eu estava no meu processo de me entender, de compreensão comigo mesmo e quando eu percebi que o que eu falava afetava uma sociedade toda, eu falei caramba, calma,  como é que eu vou utilizar isso tanto a meu favor quanto para algumas pessoas que estão aqui se inspirando em mim. “, relata.

    O influenciador conta que falava sobre assuntos pessoais, até que viu seu crescimento nas redes e – com uma maturidade já desenvolvida – optou por desenvolver conteúdos que fossem além da sua rotina e sim, que pudessem ajudar outras pessoas. Fazendo a criação de posts mais direcionados e pensados para os seus seguidores.

    Conversando sobre os formatos e as redes sociais favoritas, Bielo conta que adora o Instagram e de lá não sai tão cedo. “No meu coração é a minha preferida, por onde eu comecei, por onde eu acho que eu ainda vou ficar um bom tempo, e eu gosto muito de produzir foto, que está morrendo infelizmente. Quero começar a produzir mais vídeos pro feed, porque a gente sabe que o que mais performa agora é vídeo. Gosto muito de produzir foto para o feed, e stories pra mim é vida.”, relata cheia de energia.

    Bate-bola com Mosaico

    Em todos os nossos Mosaicos de Conversas, temos um momento especial onde os influenciadores são questionados sobre algo e precisam responder com a primeira coisa que lhes vem na cabeça. Separamos as melhores respostas de Bielo e Tarso para você conferir.

    Mosaico: Militar é…?
    Bielo: Militar é ter o direito de viver. Militar é viver com alegria sendo quem você é, estando fora dos padrões em que a sociedade olha e fala: você não merece viver e ser feliz. Militar é ser feliz.

    Mosaico: Eu quebro o tabu quando?
    Bielo: Quando coloco essa cara preta, gorda, trans e intersex na rua. E o que? Belíssima, meu amor.

    Mosaico: E o recado para as marcas?
    Bielo: Marcas, seguinte: a gente existe, a gente consome. E uma máxima que a gente já aprendeu é que se não tem pra uma – porque a sigla é LGBTQIA+. Se só tem para gays, só tem para as lésbicas, se só tem pra intersex, se não tem pra uma de nós, não tem pra todas. Então a gente vai parar de consumir vocês. PAREM, PENSEM E REPENSEM. Vamos trazer diversidade e inclusão sim, genuinamente vamos trazer a galera da sigla para conversar e discutir a produção dessa campanha.


    Mosaico: Empoderar é? 

    Tarso: Ter a consciência do que você é.

    Mosaico: uma marca que você admira o trabalho dela com marketing de influência?
    Tarso: Spotify. Modéstia à parte, eu sou embaixador do Spotify. Eles agregaram várias idéias diferentes dentro desse time de embaixadores. A gente teve uma reunião, e a ideia da marca, a forma como eles estão passando tanto conteúdo, quanto a sensação de estar bem através do que a música te inspira, e essa diversidade toda de som, cultura, gostos, gêneros, raças, tudo junto e misturado. Acho que isso causa algo dentro da gente, é diferente e está sendo foda essa experiência.

    Mosaico: E o recado para as marcas?
    Tarso: Então, qualquer marca, seja comercial, qualquer produto que eu faço, eu levo tudo isso comigo. Eu levo esse recado comigo. O que as pessoas precisam receber? Verdade. Então qualquer marca que escolha uma ilusão ao invés de uma verdade, ela estará vendendo um produto que não é coerente, ela está querendo só vender, ela não está levando um propósito. Geralmente o que a gente não leva propósito, o que a gente não leva amor junto, não funciona, simplesmente acaba.

    Gostou do bate-papo? A gente por aqui adorou e quer ouvir sua opinião. Além de falar sobre o Tarso e a Bielo, comente aqui embaixo quem você gostaria de assistir em um Mosaico de Conversas. 

    Escrito Por: Marcela Barbosa

  • Os formatos de conteúdo mais usados por influenciadores digitais LGBTQIA+ no Brasil

    Os formatos de conteúdo mais usados por influenciadores digitais LGBTQIA+ no Brasil

    Todos adoramos fazer publicações nas nossas redes sociais favoritas, certo? Escolher o melhor filtro, o melhor ângulo, uma legenda diferente para complementar a imagem. Esperar pelos likes, comentários e compartilhamentos. É um ciclo vicioso, mas que caracteriza a nossa produção de conteúdo.

    Para influenciadores digitais, muitas etapas são adicionadas a este processo. Entender o que os seguidores estão pedindo, a tendência do momento, os dados gerais de seu público-alvo e também realizar um monitoramento mais completo sobre os resultados alcançados. A pesquisa realizada pela agência Mosaico – que buscou dados de creators LGBTQIA+ no Brasil – apontou que fotos estáticas nos feeds são os formatos mais amados e escolhidos para publicações, sendo escolhido por 91,3% dos participantes da pesquisa. 

    Os formatos menos utilizados para geração de conteúdo são aqueles dentro de ferramentas como o IGTV, já que 49,4% dos participantes afirmaram não produzir para este espaço e também os #TBT – que não são utilizados por 45,9% dos criadores de conteúdo do movimento. Normalmente, notamos que criadores de conteúdo gostam de trazer sempre novidades para as parcerias que fecham, por isso, os formatos que lembram publicações antigas não ganham muita adesão.

    A pesquisa promovida pela Mosaico fez questão de entender melhor a produção de conteúdo na ferramenta mais queridinha de todas: o instagram stories. No período, o formato reels ainda não estava disponível pela plataforma – o que impossibilitou de trazer detalhes de quem gostaria de produzir novidades para esse novo formato. Nos stories, o formato mais utilizado são vídeos selfies (77,9%) e repost de conteúdos de feed (65,1%). Ambos oferecem espaço para potencializar o engajamento dos perfis.

    Apesar de estar em um momento de grande repercursão e de adesão de usuários, os reposts da plataforma TikTok não estão muito presentes nos stories, de acordo com 70,3% dos criadores de conteúdo que optam não compartilhar seu conteúdo tiktoker no instagram. Muitos alegam que a rede desenvolvida pelo grupo de Mark Zuckerberg diminui o alcance das publicações originadas em outras plataformas.

    Gostaram da pesquisa? A agência Mosaico está sempre trazendo novidades sobre as principais movimentações do universo do marketing de influência, compartilhando seus cases de sucesso e pesquisas que ajudam a entender melhor este mercado. Conheça de perto o trabalho acessando as redes sociais e site da agência. Não esqueça de deixar seu comentário se gostou.

    Pesquisa supervisionada e também integrante do projeto de pesquisa da Profa. Dra. Yhevelin Guerin, vinculada à Universidade de Santa Cruz do Sul e intitulada “Influenciadores digitais, empoderamento social e posicionamento de marca.

  • Quanto o trabalho de influenciador representa na renda de creators LGBTQIA+ e em quais datas eles são mais procurados?

    Quanto o trabalho de influenciador representa na renda de creators LGBTQIA+ e em quais datas eles são mais procurados?

    A pesquisa que a agência Mosaico realizou com influenciadores pertencentes ao movimento LGBTQIA+ levantou muitos dados, entre eles, informações sobre o percentual da renda atrelada à produção de conteúdo e estratégias de comunicação das marcas envolvendo influenciadores da sigla. Se você é um curioso da área ou até uma marca que procura entender um pouco mais sobre a movimentação do mercado de marketing de influência, siga lendo este artigo para compreender de forma mais detalhada como os investimentos se distribuem em cada sigla. Se você ainda não leu, no artigo anterior, apresentamos um panorama sobre o perfil de criadores de conteúdo LGBTQIA+ no Brasil.

    LGBTQIA+: qual letra do movimento recebe mais investimentos?

    Nossa pesquisa, realizada entre os dias 04 e 22 de junho, trouxe questionamentos sobre quanto representa o faturamento do trabalho de influenciador digital em relação a sua renda total.  Mesmo que o trabalho de influência não represente a totalidade do orçamento do grupo pesquisado, já que apenas 11,5% dos respondentes declararam que vivem somente do trabalho de produção de conteúdo e 16,4% alegam não serem remunerados pelo seu trabalho, percebe-se que o número de influenciadores que não são remunerados pelas suas criações aumenta quando o assunto é a escolha de produtores de conteúdo que representam outras siglas além do G (influenciadores que se declaram somente gays).

    A preferência por gays para a participação de campanhas publicitárias já é algo percebido dentro do movimento, que questiona o posicionamento de inclusão das empresas ao abraçar apenas uma sigla. Para constatar esta relação, somente 9,3% dos representantes da letra G não recebem nenhum tipo de remuneração, enquanto que 29,2% dos representantes da letra B não são remunerados pelo seu trabalho. Já entre os representantes queers, 23,1% não recebem nenhum valor pelo seu trabalho e somente 3,8% alegam viver exclusivamente da criação de conteúdo, justamente por não poder se dedicar exclusivamente a função por falta de inclusão na comunicação de empresas.

    Quando nos direcionamos às lésbicas também percebemos uma grande diferença, pois 33,3% não realizam trabalhos de influência remunerados e para 47,6% o valor recebido representa menos da metade do orçamento.   Esta relação se acentua principalmente entre os transgêneros, a sigla que possivelmente seja a menos valorizada e incluída na comunicação de marcas, já que 43,8% dos entrevistados não recebe nenhum tipo de remuneração, seja ela na contratação de campanhas ou apoio a projetos.

    Entre os representantes da sigla T, somente 6,3% alega viver exclusivamente de seu trabalho de criador de conteúdo confirmando um tabu ainda presente no que se refere à identidade de gênero e a dificuldade não só da sociedade, mas também das marcas, de tratar o assunto de maneira mais aberta e natural.

    Sabemos que as transformações não acontecem de uma hora para outra, a representatividade das siglas estão relacionadas diretamente à história do movimento e do nosso momento atual, onde a discussão sobre a inclusão aflora e ganha espaço na pauta do mercado de comunicação. Vivemos uma época onde o empoderamento é exaltado e as siglas começam a aparecer com mais intensidade. Entretanto, é preciso enfatizar que as marcas ainda precisam trabalhar com outras formas de representações e diversidade. 

    A diferença na remuneração entre os gêneros e as principais datas comerciais em que os LGBTQIA+ são procurados.

    Nossa pesquisa também apontou a existência de diferença de remuneração entre homens e mulheres cis. Somente 10,7% dos homens declararam que o trabalho de influenciador não representa nada do seu orçamento e 14,6% alegaram viver exclusivamente do trabalho como criador de conteúdo.

    Estes números se diferenciam drasticamente quando o influencer é mulher cis, pois 30,8% não recebe nenhuma remuneração enquanto criadora de conteúdo, e 11,5% declararam que o trabalho de influência representa 100% da sua renda.

    Para direcionar as discussões da relação desse grupo de criadores de conteúdo com as marcas, perguntamos o que mais os anunciantes solicitam em relação a produção de conteúdo contratado. Nesse quesito, 38,4% dos respondentes comentaram que as marcas os deixam livres para escolher como será esse tipo conteúdo, já 28,5% solicitam que a utilização do produto ou serviço esteja ligada à rotina do influenciador. Percebe-se, no entanto, que a busca maior por essa comunidade, como já esperado, se concentra mais em uma data específica: o mês de Junho, citado por 60,1%.

    Com menor incidência, o Carnaval (34,1%) e o Dia dos Namorados (26%) também foram considerados. Em contrapartida, 10,5% alegaram que não há uma data específica, não sabendo dizer qual é o período em que marcas os procuram com mais frequência. 

    Além de junho – o mês do Orgulho -, o Carnaval e o Dia dos Namorados são as datas que as marcas procuram trabalhar um discurso mais plural, no entanto, essa postura parece não ser levada em consideração no decorrer do ano ou em datas consideradas, digamos que, “familiares”, como Natal (17,3%), Dia das Mães (8,7%) e Dia dos Pais (0,6%),  uma vez que não foram tão evidenciadas na pesquisa.

    A partir destes dados, salienta-se a necessidade das marcas investirem mais nesse mercado que, além de bilionário, deveria desenvolver estratégias com responsabilidade social constantes. É comum que ao longo do ano, certos períodos tenham picos de investimento, mas, o percentual na procura por representantes LGBTQIA+ em datas promocionais tradicionais não deveriam ser tão pequenas. Isso comprova a dicotomia que ainda existe entre família X diversidade. 

    A pesquisa realizada pela agência Mosaico mostra que os investimentos e a pluralidade nas campanhas que incluem representantes do movimento LGBTQIA+ precisa ser discutida. Influenciadores digitais lésbicas, gays, bissexuais, transsexuais, travestis, transgêneros, queers, intersexuais, assexuais, pansexuais e outros precisam de espaço.  Essa comunidade necessita de representatividade e, principalmente, precisa ser remunerada pelo seu esforço na criação de conteúdo, porque a valorização de suas vozes não pode ser sazonal, precisa ser permanente.

    Pesquisa supervisionada e também integrante do projeto de pesquisa da Profa. Dra. Yhevelin Guerin, vinculada à Universidade de Santa Cruz do Sul e intitulada “Influenciadores digitais, empoderamento social e posicionamento de marca.

  • Influenciadores e Creators LGBTQIA+ no Brasil

    Influenciadores e Creators LGBTQIA+ no Brasil

    O marketing de influência é uma grande tendência no mercado digital, fazendo com que marcas invistam cada vez mais nessa estratégia de comunicação. A partir do conteúdo produzido, os creators se destacam nas redes sociais, mobilizam seguidores, lideram comunidades e inspiram hábitos de consumo. É importante conhecer as características dos diferentes perfis e segmentos, já que criadores e conteúdos permitem gerar conexões profundas entre marcas e públicos. 

     Com um público cada vez mais conectado a causas sociais, o papel das empresas se amplifica. As marcas têm buscado trabalhar com influenciadores que compartilham discursos sociais para estarem mais próximas de seu público, já que o DNA de uma empresa é aquilo que ela transmite através de seus valores. Por isso, no mês do orgulho LGBTQIA+, a Mosaico preparou uma pesquisa quantitativa que teve como objetivo conhecer o universo dos criadores de conteúdo que integram a sigla e que são atuantes nos mais diversos segmentos.

    A forma de abordagem foi o envio de mensagem de whatsapp e direct via Instagram para mais de 250 nomes. Além disso, o link da pesquisa foi deixado na bio do Perfil da Mosaico e compartilhada por alguns influenciadores. Essa dinâmica resultou em uma amostragem de 172 profissionais, que responderam entre os dias 04 a 22 de junho, 20 questões que abordavam tanto assuntos relacionados ao perfil do influenciador, quanto assuntos ligados à marcas que trabalham com a representatividade LGBTQIA+.

    No que se refere às características principais, mais da metade dos creators respondentes da pesquisa declaram-se brancos (60,9%), moram em São Paulo (61%), possuem entre 25 e 35 anos (68%) e trabalham há mais de três anos com criação de conteúdo (45,7%). O Instagram é a principal plataforma utilizada (76,6%), estando a base de seguidores concentrada entre 10 mil e 50 mil pessoas (47,7%), enquadrando-se como micro influenciadores. 

    Mesmo existindo uma preocupação em distribuir a pesquisa uniformemente, os dados mostraram também uma realidade diferente do mercado de influência de forma geral, que majoritariamente é constituído por influenciadoras. Os 172 creators pesquisados são homens cis (61,6%). Além disso, do total de respondentes, no espectro de representatividade da sigla (múltipla resposta), 65,1% identificam-se com a sigla G (Gay), enquanto que 15,1%, identificam-se com a letra B (Bissexual) e Q (Queer), respectivamente. 

    Os temas evidenciados por esse grupo de influenciadores são variados, sendo o entretenimento (62,8%) e arte (57,6%) os mais abordados, o que nos indica que a produção de conteúdo de um criador LGBTQIA+ não está vinculado somente à temas relacionados a essa comunidade. Entretanto, não pode ser desconsiderado, por sua voz, atitude social e política,  temas vinculados com ativismo e direitos (56,4%), assim como a cultura e história LGBT (53,5%) e a pauta sobre gênero e sexualidade (48,8%), que estão presentes no discurso nesse grupo. 

    Entre as marcas mais lembradas pelos entrevistados quando o assunto é representatividade e temas ligados ao movimento LGBTQIA+  estão Doritos (19,2%), Netflix (11%), C&A (8,7%) e Absolut (4,1). Dos 172 entrevistados, 94,2% lembraram de uma marca específica, mas quando questionados se lembravam de mais marcas que trabalhavam com o tema, um pouco mais da metade (52,3%) respondeu. 

    De modo geral, podemos dizer que o mercado LGBTQIA+ é um mercado em expansão que movimenta mundialmente por ano por volta de 4 trilhões de dólares (O GLOBO, 2019). Aos poucos, os tabus começam a ser dissipados e a comunidade precisa ser reconhecida, precisando estar na pauta de discussão de todas as esferas da sociedade de forma séria e constante. Não se trata só de abraçar a causa em determinados períodos, trata-se de incorporá-la à uma estratégia diária. É muito importante salientar que os influenciadores com discurso social contam histórias que compõem um território próprio que podem materializar o encontro do propósito da marca com o insight humano, com o que é realmente relevante na vida das pessoas. A humanização e diversidade das marcas é o melhor caminho.

    Confira a parte 2 dos dados aqui Quanto o trabalho de influenciador representa na renda de creators LGBTQIA+ e em quais datas eles são mais procurados?

    Confira a parte 3 dos dados aqui Os formatos de conteúdo mais usados por influenciadores digitais LGBTQIA+ no Brasil

    Confira a parte 4 dos dados aqui Creators LGBTQIA+ mandam recados (e grandes conselhos) para as marcas que ainda não investem em diversidade

    Pesquisa supervisionada e também integrante do projeto de pesquisa da Profa. Dra. Yhevelin Guerin, vinculada à Universidade de Santa Cruz do Sul e intitulada “Influenciadores digitais, empoderamento social e posicionamento de marca.