A diversidade não é apenas um conceito socialmente importante, mas também uma estratégia poderosa para impulsionar o sucesso das campanhas de marketing. Aqui estão quatro dados que destacam a relevância da diversidade:
Engajamento Real com o Público:
Campanhas publicitárias que abraçam a diversidade geram uma identificação mais forte com os consumidores, resultando em uma taxa de engajamento significativamente maior do que aquelas que não o fazem. Os consumidores estão cada vez mais valorizando marcas que refletem a diversidade da sociedade em que vivemos.
Ampliação do Mercado:
A inclusão da diversidade nas campanhas permite que as marcas se conectem emocionalmente com um público mais amplo. Isso não só atrai novos segmentos de mercado, mas também aumenta a fidelidade do público existente, criando uma base de clientes mais diversificada e engajada.
Aumento da Receita:
Estudos demonstram que empresas que adotam práticas inclusivas e promovem a diversidade têm 19% mais chances de aumentar sua receita em comparação com aquelas menos diversificadas (Fonte: Boston Consulting Group, 2023). Investir na diversidade não é apenas moralmente correto, mas também é estrategicamente vantajoso para o crescimento financeiro das empresas.
Impacto Social Positivo:
Além dos benefícios financeiros, promover a diversidade nas campanhas de marketing contribui para construir uma imagem positiva da marca e para promover a inclusão social. As empresas têm a oportunidade de desempenhar um papel ativo na criação de uma sociedade mais justa e igualitária.
Acesse agora o Mosaico de Diversidade e descubra como incorporar a diversidade nas suas próximas campanhas de marketing. Sua marca pode fazer a diferença e alcançar novos patamares de sucesso ao abraçar a diversidade em todas as suas formas.
A Mosaico se tornou pioneira ao realizar a primeira pesquisa direcionada a influenciadores LGBTQIAPN+ e mais para frente a pesquisa Creators Trans. As amostragens destacaram uma realidade já percebida anteriormente: existe desigualdade dentro da sigla. Onde alguns membros sofrem diferentes formas de preconceito e apagamento.
Pensando nisso, decidimos focar em uma parcela de criadoras de conteúdo que é muitas vezes apagada e/ou sexualizada: As criadoras lésbicas.
Considerando a localização, conseguimos chegar ao resultado de que a maior parte das influenciadoras nasceram (33,7%) e moram (45,7%) no estado de São Paulo.
A maior parte desse grupo está na faixa etária de 25 à 35 anos, correspondendo a 65,2% dos responsáveis. Apenas 1,1% com mais de 55 anos e nenhum respondente com menos de 18 anos. O que levantou a questão da descoberta da sexualidade tardia para lésbicas.
Essa questão teve resposta de múltipla escolha, visto que é possível se identificar com diferentes gêneros. Ainda assim, 92,2% respondeu ser cis gênero.
Sobre estados civil, 33,7% está namorando, 22,8% em união estável, 18,5% casades, 18,5% solteires, 3.3% outros e 2,2% divorciades.
Referente a raça, a maioria esmagadora respondeu ser branca (62%), seguida por pretas (23,9%), pardas (7,6%), indígenas (3,3%) e amarelas (1,1%).
O Instagram é a principal plataforma de trabalho para 81,5% das respondentes.
A base de seguidores das respondentes estava dividida em: micro 42,4%, nano 40,2%, meso 13%, macro 2,2% e mega 2,2%
Os principais temas abordados são, entretenimento 41,3%, cultura e história lgbtqia+ 38%, gênero e sexualidade 37% e ativismo e direitos 30,4%.
71,1% não possuem agente/ agência e se auto representam, fazendo com as marcas.
Sobre a segmentação: beleza, higiene e perfumaria lidera (31,5%) como o segmento que as marcas mais realizam ativações com influs lésbicas.
Há uma preocupação maior por parte de consumidores e, consequentemente, de creators em adotar marcas de acordo com o seu posicionamento. Buscamos conhecer mais sobre o que leva creators a trabalharem ou não com uma marca.
Somos uma agência especializada em Marketing de Influência que tem como propósito trazer pluralidade para a comunicação, dando visibilidade para influenciadores diversos e conectando-os a marcas. Conhecida por nossas pesquisas desbravando o universo de Creators LGBTQIAPN+ (2020) e Creators Trans (2021), retornamos para falar sobre quem pertence à letra L na sigla LGBTQIAPN+.
A pesquisa ficou no ar durante o mês de maio e contou com o mapeamento de 170 nomes. Além do apoio da YOUPIX, uma das maiores consultorias de influência da América Latina, contamos com influenciadores parceiros que auxiliaram na divulgação. Ao final, foram 115 respostas coletadas revelando que 68,5% residem no sudeste e que a faixa etária predominante é a de 25 a 35 anos, representando 65,2% do recorte. Além disso, também foi possível conhecer os temas abordados por essa comunidade: 41,3% responderam tratar de temas relacionados ao entretenimento, seguidos de 38% que responderam criar conteúdos relacionados à cultura e história LGBTQIAPN+.
A pesquisa de 2020, apontou que 33,3% das criadoras lésbicas não recebem qualquer tipo de remuneração pelo trabalho de creator, nessa amostragem conseguimos ir além desse dado, descobrindo que 71,1% dessas criadoras não possuem um agente ou agência e se auto-representam, podendo assim estar fora de bancos de influenciadores e tendo seu acesso dificultado a ações publicitárias.
Das respondentes que já foram procuradas por marcas, 88,3% alegaram maior procura durante o Mês do Orgulho e 38,3% ao mês da Visibilidade e Orgulho Lésbico. Outras datas lembradas estão o Dia da Mulher (38,3%) e Dia dos Namorados (35%). A busca por influenciadoras lésbicas é sazonal, como ressalta essa participante em um comentário anônimo “Nós não existimos apenas no mês do orgulho e não falamos apenas sobre nossas opressões, trabalhamos nas mais diversas áreas e influenciamos as pessoas de diversas formas.”
Os dados coletados nessa pesquisa destacam uma ideia que já não é novidade: criadoras lésbicas sofrem apagamento dentro e fora da comunidade LGBTQIAPN+. “Através da pesquisa, queremos dar visibilidade a esse nicho de creators para que elas possam estar mais presentes em campanhas. É importante que as marcas mostrem as vivências de influenciadoras lésbicas com naturalidade ao longo de todos os dias do ano e não só em datas alusivas.“, explica a Coordenadora da Pesquisa Yhevelin Guerin, lésbica e sócia da Mosaico.
Para ter acesso ao resultado da pesquisa, basta acessar o link por aqui e preencher um formulário rápido para acessar todos os dados da pesquisa inédita.
Agência Mosaico lança pesquisa ao lado da YOUPIX para dar voz a criadoras de conteúdo lésbicas e fornecer dados para o mercado
Mosaico, agência especializada em Marketing de Influência com foco na Diversidade, realizou a primeira pesquisa direcionada aos influenciadores LGBTQIA+ do Brasil em 2020. No ano seguinte, a agência focou no perfil de creators trans. As pesquisas evidenciaram para as marcas como as ativações e projetos envolvendo a comunidade LGBTQIA + devem ir além de épocas sazonais.
A Pesquisa de 2020, apontou, por exemplo, que 33,3% das criadoras lésbicas não recebem qualquer tipo de remuneração pelo trabalho de creator, enquanto para os homens cis gays esse número diminui para 9,3%. Esses dados mostram como existe uma desigualdade na busca por creators lésbicas mesmo dentro da comunidade.
Dessa vez, a agência, ao lado da YOUPIX, uma das mais respeitadas empresas de consultoria de influência da América Latina, busca por mais informações sobre a presença da comunidade lésbica no mercado de influência brasileiro. “Somos lésbicas (LGBTs) o ano todo. Precisamos pagar boletos o ano todo e não só em junho. Meu público consome e escuta minhas recomendações e dicas em todos os meses do ano. Gostaria que junho e agosto fossem meses que conseguisse juntar uma grana a mais pra então pelo menos compensar esse silêncio que infelizmente tende a nos acompanhar nos outros meses” disse, Yas Campbell criadora de conteúdo e uma das consultoras da pesquisa.
Por isso, a proposta final desta nova pesquisa é ouvir essas creators e dar uma dimensão das influenciadoras lésbicas, fornecendo informações que auxiliem ainda mais na profissionalização e diversidade das ações de marketing. “As lésbicas não fazem parte somente de uma sigla, há outras dimensões dentro desse mundo, como maternidade, trabalho, corpo, preconceito, inclusive o próprio empoderamento feminino. Acreditamos que as ouvindo, podemos aprender e ampliar ainda mais o mercado de influência.” Afirma Yhevelin Guerin, lésbica, sócia da Mosaico e coordenadora da pesquisa.
Para participar, basta acessar o link do questionário por aqui . É importante que a pesquisa seja respondida com todos os detalhes possíveis até seu encerramento no dia 26 de maio para refletir a realidade da sociedade diversa que vivemos.
São as métricas do perfil e no caso de uma entrega especifica, como uma ação publicitária são dados como: alcance, impressões, resposta e outras informações que mostrem se seu conteúdo performou bem e correspondeu as expectativas.
Quando o creator faz um conteúdo publicitário, é muito comum que a marca solicite os insights da ação 24 horas ou alguns dias depois da entrega.
Como encontrar os insights no meu perfil?
Uma forma muito simples de ter acesso aos insights do seu perfil é clicando em “insights“, assim você tem acesso aos posts e stories por período.
Mas essa não é a única forma de encontrar esses dados, também é possível coletá-los direto da postagem. Como nos exemples abaixo:
No feed/reels: Basta clicar em “Ver insights” para ser direcionado à “análise da publicação”.
No story: basta arrastá-lo para cima e clicar no ícone de escada pra ter todas as informações sobre aquele story.
Como enviar esses dados?
Esses dados mostram o rendimento da entrega, assim a marca saberá quantas pessoas foram alcançadas pela ação e se valerá a pena investir novamente naquele influenciador. Por isso, é importante ter registrado, em especial, as seguintes informações:
Interações, alcance e impressões.conversões/ações, alcance, impressõesalcance, views/impressões, interações
Agora você já sabe tudo sobre insighs pôs ação para fazer uma entrega completa. Mas lembre, cada empresa/marca trabalha de uma forma, então não tenha medo de perguntar pra evitar qualquer erro por mal entendido.
Já pensou em como os influenciadores conseguem fechar publis incríveis nas redes? Muitos fatores como, engajamento, alcance e número de seguidores são muito importantes, mas existem também outros pontos necessários na horas de fechar uma ação publicitária com um creator. Abaixo estão 5 dicas que podem te aproximar da publi tão desejada.
Mídia Kit
O Mídia Kit é um documento contendo as principais informações sobre o influenciador e o conteúdo de sua página. Nele terá uma análise do seu segmento, seus números, pontos positivos do seu perfil e referencias dos seu trabalhos.
Informações relevantes na bio
Antes de ter acesso ao seu Mídia Kit, o responsável por selecionar seu perfil para um job vai analisar sua biografia, por isso é importante que você deixe esse campo o mais atrativo e informativo possível. Coloque informações como: nome, estado, cidade, idade, nicho e o que mais você achar importante sobre você. Use um direcionador de links para colocar outras sociais, blogs, podcast ou matérias jornalísticas.
Caixa Postal
Se possível, tenha uma caixa postal ativa e coloque na bio do seu perfil. Assim as marcas poderão enviar mimos surpresas pra você.
Contato atualizado
Tenha contatos feito apenas para parcerias, isso evita que os e-mails importantes se percam. Mas lembre de mantê-los atualizados e bem visíveis no seu perfil. Não pra fechar parceria sem conseguir fazer contato.
Nota Fiscal
Muitas marcas pedem Nota Fiscal para as ações e não deixe para providenciar de última hora. Apesar de estar cada dia mais simples abrir um MEI (Microempreendedor Individual), o processo é simples, mas leva tempo e você não quer correr o risco de perder um job.
Coloque essas dicas em pratica junto de muita dedicação e seu momento vai chegar.
Tá sem ideia do que fazer para um publi de alguma marca que te contratou? A Mosaico elaborou a estratégia de conteúdo para os influenciadores do amaciante Downy durante o BBB 22 e aproveitamos para reunir os posts que foram ao ar.
Foram 11 influenciadores pertencentes ao Squad da marca: João Pedrosa (BBB 21), Camila Queiroz, Marcos Mion, Camilla de Lucas, Bianca Dellafancy, Paola Antonini, Ju Romano, Jade Magalhães, Lettícia Munniz, Alice Salazar e Mileide Mihaile. Esses nomes foram mapeados em 2021, quando a Mosaico desenvolveu o Planejamento Estratégico de Influência para a Downy. A agência foi contratada pela New Vegas para desenvolver esse plano.
A Mosaico fez todo o direcionamento para que a produção dos conteúdos fosse um sucesso, considerando melhores horários, categorias de conteúdos, alinhamento com o tipo de conteúdo que o influenciador já produz, caracterização e conteúdos de referência.
Como em todo projeto da Mosaico, buscamos trazer diversidade no elenco de influenciadores: diferentes cores, diferentes corpos, diferentes gêneros e sexualidades.
No último mês, vimos uma tentativa na ALESP de tirar pessoas LGBTQIA+ da publicidade. Por isso, trouxemos 5 campanhas inspiradoras que fizeram história colocando a pauta da diversidade em destaque!
DIA DOS NAMORADOS – O BOTICÁRIO (2015)
Por trazer casais de diferentes orientações sexuais, a campanha “Casais” causou comoção nas redes. Alvo de boicote do público conservador, que tentou um processo pelo CONAR (alegando desrespeito à família), mas foi absolvida e ainda levou o prêmio máximo do EFFIE AWARDS BRASIL 2015.
OUTUBRO ROSA – AVON (2015)
Também em 2015, a AVON trouxe a cantora Candy Mel como a primeira mulher trans a protagonizar uma campanha de conscientização sobre o câncer de mama. “#EUSOUASSIM”.
DORITOS RAINBOW (2017)
Para apoiar a 21ª parada LGBT em São Paulo, Doritos criou o salgadinho “Rainbow”, com as cores da bandeira LGBTQIA+. Na compra do kit Rainbow, a renda foi revertida para a Cassa 1 que abriga LGBTQIA+ em situação de risco. A campanha foi protagonizada por diversos influenciadores da comunidade.
MEU PRIMEIRO SUTIÃ – ANTRA (2019)
A Madre Mia Filmes recriou o filme “Meu Primeiro Sutiã”. clássico de Washington Olivetto exibido em 1987, para a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA). A releitura traz um protagonista trans para abrir uma discussão sobre a violência e o preconceito.
DIA DOS PAIS – NATURA (2020)
A Natura virou um dos assuntos mais comentados no Twitter após publicar a campanha “#MEUPAIPRESENTRE”, trazendo Thammy Miranda como um dos contratados. Em nota, a Natura afirmou ao UOL seu posicionamento de que celebrar “Todas as formas de ser homem”.
São poucos os dados disponíveis que falam sobre o nicho de creators e influencers transgênero. Pensando em levantar essas informações para poder defender a inclusão de influenciadores da sigla T em campanhas publicitárias, a Mosaico desenvolveu a “Pesquisa com Influencers Trans”.
A Mosaicoé conhecida no setor de marketing de influência por defender a diversidade dentro de campanhas publicitárias e empresas. Fomos a precursora ao tentar entender mais sobre como é a inclusão dos influencers integrantes da sigla LGBTQIA+ em 2020, quando realizamos a primeira pesquisa brasileira direcionada a este público. Agora, queremos nos aprofundar no assunto e conhecer mais sobre os influenciadores pertencentes a sigla T.
Esta condição confirma um tabu presente no que se refere à identidade de gênero e a dificuldade não só da sociedade, mas também das marcas, de tratar o assunto de maneira mais aberta e natural. E para mudar esse cenário, nos unimos com o TransEmpregos, a Youpix e o site Põe Na Roda, que vão nos ajudar no trabalho de dados e divulgação dessa pesquisa.
A proposta final, além de fornecer informações sobre esse universo, possibilita visibilidade. Segundo Yheuriet Kalil, CEO da Mosaico, existem “resistências e estranhamentos sociais dentro da comunicação e no momento em que marcas apoiam, contratam e co-criam com creators trans, esse tema pode ser mais difundido e naturalizado. Os tabus precisam ser dissipados”.
Participe da pesquisa acessando este link e preenchendo o formulário. É importante que ele seja respondido com todos os detalhes possíveis, para refletir a sua realidade.
Para termos um resultado mais completo precisamos que a pesquisa tenha muitas respostas, então compartilhe com os amigos e nos ajude na divulgação.
Olá, aqui é a Julia, Community Manager na Mosaico!
Eu lembro de um reflexo da influência pelo qual eu passei, quando uma vez eu estava trabalhando em um hotel, e na recepção chegou uma criança e falou “Olha mãe, a Pabllo Vittar”.
Eu “não consegui não abraçar” ela muito. Claramente há um distanciamento enorme entre a Drag Queen e uma Travesti, mas a percepção de uma criança quanto a uma pessoa LGBTQIA+ em tom de admiração, já é algo gigante, não é mesmo?
O mundo corporativo não costuma ser o ambiente mais convidativo para pessoas Trans de maneira geral, como veremos a seguir neste texto. Ainda existem estigmas sociais a serem quebrados e a exclusão é massacrante. Já tive oportunidades muito boas de emprego. Muitas outras me foram negadas e limitações foram impostas durante esse período. Me encontrei e me perdi várias vezes nesses processos para chegar onde estou agora.
Trabalhar com o Marketing de Influência hoje em dia me mostra um caminho que pode ser um grande aliado na luta por direitos e visibilidade, na abertura e ampliação de debates que podem nos fazer chegar a um lugar mais igualitário.
Trabalhar com a Mosaico, contando com a diversidade em cada pessoa da equipe, parece uma experiência surreal a partir da lógica corporativa, e saber sobre o papel que estamos desempenhando e o potencial futuro que pode ter, é uma motivação maior.
Falando do ponto de intersecção entre o lado profissional e pessoal: você poder olhar para as pessoas com quem você trabalha e poder se sentir “pertencente” ao grupo deveria ser um direito garantido a todos.
Por esses e outros motivos, devemos levar sempre em consideração recortes em diversas esferas sociais. Principalmente entendendo o contexto e suas reivindicações.
Especificamente sobre a comunidade Trans – recorte que me corresponde – no mês de Janeiro, no dia 29, é celebrado o Dia Nacional da Visibilidade Trans e Travesti.
A data é importante para pessoas trans de todo o país. Importância essa que também deve ser abraçada e até celebrada por pessoas cisgêneras, pois tem o significado de reforçar a luta por respeito, garantia de direitos, igualdade (e equidade). E numa sociedade mais igualitária, todo mundo sai ganhando.
Vale lembrar que o Brasil continua sendo o país que mais mata pessoas trans no mundo, seguido por México e Estados Unidos.
Também é importante termos a proporção da população Travesti/Mulheres trans é abismal no mercado de trabalho, onde pesquisas apontam que 90% da população utiliza a prostituição como principal fonte de renda/trabalho e apenas 4% dentre as 10% têm registro em empregos formais.
Em um segundo ponto, pessoas trans têm grande relevância e suas diversas contribuições podem ser encontradas em áreas da arte, cultura e comportamento, que socialmente são consideradas marginalizadas, e por muitas vezes, são expropriadas em função de enquadramento nas normas impostas como sua influência na luta por igualdade de gênero, cultura, linguagem, literatura, política, entre outros.
Há uma grande pluralidade que deve ser celebrada em diversos âmbitos de influência habitados por pessoas Trans (e pretas), onde principalmente deveriam ser lembradas como protetoras ou formadoras de tais elementos culturais, por exemplo, o aclamado “Voguing” na dança e a cultura Ballroom.
No imaginário social conservador, ainda há alguns impedimentos, porém a população trans vem avançando, e quebrando estigmas e lugares antes impostos. Como apontado no documentário “Revelação” (Disclosure – 2020 – Netflix) – para falar de uma referência recente e “popularizada” – há uma forte influência da indústria cinematográfica, e tantas outras para a criação desse paradigma. Ou seja, ainda estamos em processo de quebra de paradigmas.
Com o avanço da utilização das redes sociais como forma de manifestação em prol da visibilidade, assim como com ações afirmativas e manifestações políticas, hoje podemos ter, em uma visão relativamente opaca, a possibilidade de celebrar a diversidade, sua completude e influência positiva que pode trazer.
Por quê influência?
Nos tempos anteriores à invenção da Internet, devido sua forte presença também nas artes, a comunidade Trans já era noticiada como parte da influência do mundo do entretenimento no Brasil e no Mundo – principalmente na “mídia alternativa” – como apontado pelos Museus que resgatam a memória da comunidade LGBTQIA+.
Nos primórdios da internet, era comum a presença de creators Trans em Blogs, Fotologs, comunidades do orkut e outras ferramentas mais antigas. Assim como funcionam as redes sociais atualmente, elas serviam como meios de comunicação entre a própria comunidade para o compartilhamento de informações relevantes e de apoio, como relatos de transições, fóruns sobre a liberdade de gênero e compartilhamento de lugares seguros, hoje essa narrativa avança, ajudando o deslocamento para o alcance e visibilidade além dos relatos de transição.
indicada ao Emmy Awards, em 2014, por conta de sua personagem Sophia Burset, no seriado Orange Is The New Black.
Ela possui 4,5 milhões de seguidores no Insta”; via Metrópoles;
Hoje estamos encontrando caminhos e realizando marcos importantes, como pessoas Trans ocupando a política, cinema, música e grandes prêmios de mídias também acessados pela população Cisgênera.
Como destacado acima, cada vez mais se evidenciam através influenciadores Transvestigêneres em redes sociais.
E mais, com a explosão de produções como “Pose”(Netflix, 2018), ou a nova série que conta a história da atriz e cantora Cristina Ortiz, “Veneno” (HBOMAX, 2020) e a quebra de narrativas trazida pelo filme “Alice Júnior” (Beija Flor Filmes, 2019), podemos encontrar sinais positivos sobre as novas influências nos caminhos de como se representa a história e vivência Trans.
“ – O filme “Alice Júnior”, lançado em 2019 e recentemente disponibilizado na Netflix, não só é um respiro para a comunidade transgênera, como também nos convida a mergulhar de verdade nas questões trans enquanto nos diverte….” Diz Jonas Maria.
Fruto desses trabalhos, é possível observar atrizes que protagonizaram os respectivos papéis, como Daniela Santiago e Anne Mota e sua notoriedade nas redes sociais.
Artistas e profissionais de diversas áreas compartilham informação e conteúdo através das redes sociais, utilizando-as, assim como pessoas cisgêneras, como vitrines para seus trabalhos, sua rotina e entretenimento.
Segundo matéria publicada pela BBC News asper Observatório da Uol, pessoas Trans estão mudando a Indústria da Propaganda no Brasil. A entrevista foi realizada com Lucca Najar e Thiessa Woinbackk.
@luccanajar (Youtube – 160k inscritos e pico de 390k de visualizações)
@Thiessita ( Youtube 770k inscritos e pico de 2,2mi de visualizações)
Essa influência e notoriedade pode ser considerada uma conquista enorme para a comunidade LGBTQIA+ de maneira geral, principalmente a Trans, pois é através desse “workflow” que sabemos que entram as marcas que ainda não trabalham com ações afirmativas, a voltarem suas atenções, e incluírem os creators em suas contratações.
O “prêmio dourado” no mundo da publicidade viria diretamente dessa relação com o Marketing de Influência, onde existe aí uma oportunidade para abrangência de convergência dessas narrativas e alocação de pessoas Trans em espaços “não comuns” anteriormente, por exemplo, em mídias tradicionais. Ou seja, não sermos obrigados a assistir tragédias forçadas sobre processos de transição em horário nobre.
Através do mesmo, pode-se encontrar a possibilidade de abranger a informação e colocar pessoas Trans como autoridades de assuntos plurais e diversos, espaços esses que anteriormente se diluíram no conservadorismo. O que é ressaltando – que é 10/10 também – é a capacidade de pessoas de atingirem lugares e audiências específicas com uma sensibilidade maior.
Agora que estamos alinhando nossos discursos, trouxemos aqui alguns pontos importantes com base em erros comuns de quando vamos falar de Influência.
Influência de pessoas trans/travestis com notoriedade.
Não se utilizar de influenciadores únicos para falar em nome de uma comunidade. É importante notar que cada influenciador tem um nicho específico e um público diferente, por mais que lutem pela mesma bandeira. Cada creator pode corresponder a um ou mais lugares dentro de sua representatividade, mas, é importante entender quando isso deve ser evitado.
É comum acompanharmos “denúncias” em redes sociais de creators que recebem convites para representarem lugares que não são seus. Por exemplo, personagens Drags sendo chamadas para representar/ falar em nome de pessoas trans.
Just don’t.
A partir disso precisamos:
Celebrar a pluralidade.
Existem pessoas Trans, possivelmente, em todas as áreas profissionais possíveis, como mostrado anteriormente. É importantíssimo dar voz e conciliar isso aos interesses de uma marca.
Contratações de pessoas trans apenas para falar sobre diversidade, não significa inclusão. É importante conhecer as demandas e o público de cada creator, não assumindo que serão exclusivamente LGBTQIA+;
E muito mais importante é:
Deixar de lado as contratações de pessoas trans apenas em datas específicas;
Profissionais LGBTQIA+ trabalham o ano inteiro, e, conforme dados da pesquisa, a maioria deles relata o aumento da busca de marcas apenas em datas como Parada LGBTQIA+.
Conte no seu calendário de ações e campanhas, as datas importantes para a Comunidade, mas não apenas. Isso é um dos elementos mais fortes, senão o próprio “Pink Money”, e às vezes nem money é, o que nos leva a pensar em:
Nem tudo é acordo de permuta (vulgo “Permuta não paga aluguel”) ;
Uma queixa constante de creators Trans/LGBTQIA+ é a relação de propostas de contratos versus acordos de permutas recebidos. Essa é uma cobrança cada vez mais frequente dos creators, e, se formos parar para pensar: Como poderia ser diferente, não é ? Além disso, valorizar o trabalho e o caché;
Ressignifique o sentido de equipe.
Uma equipe diversa e plural é capaz de discutir, abranger e criar mais, e com maior efetividade. Isso porque os questionamentos vêm de lados diferentes e vivências diferentes abordando o mesmo tema.
Na busca do Creator que mais se adequa a sua marca, isso não é diferente. Ter uma equipe diversa, pode possibilitar a marca a ter uma leitura mais ampla sobre o tema e o público e por isso, selecionar os creators que mais conversem com sua marca.
Recentemente, foi questionada essa relação entre ampliar a representação da diversidade nas marcas e o forte conservadorismo social, ou seja, boicotes a marcas que se posicionam.
Um dado interessante é que na campanha da Natura do Dia Dos Pais, com o @Thammy.Miranda, houve uma reação muito positiva do mercado financeiro à decisão.
Segundo o jornal “Estadão”, as ações ordinárias da Natura operaram em alta de 6,73% em 29/06. O Ibovespa subiu 1,44%. No dia 30, o valor das ações da Natura cresceu mais 3,36%, mesmo com ataques de Fake News e boicotes virtuais.
Empresas vêm cada vez mais investindo em trazer diversidade e novos olhares para suas equipes.
E agora que você sabe, o que fazer?
4 atitudes para serem tomadas a partir de agora:
Seguir perfis e creators trans;
Ficar por dentro de notícias e atualizações da comunidade Trans em geral, conquistas, lutas e contextos;
Buscar ser aliada e observar a quantidade de pessoas trans em ambientes onde frequenta.
Se não há ninguém, questione-se o por quê.
Indicar creators nos comentários.Compartilhe esse post para que mais pessoas vejam!
São atitudes breves, que demandam pouco tempo. A partir daí, com certeza você verá cada vez ações maiores que podem ajudar a mudar a realidade de muitas pessoas ao seu redor. Vamos juntos?