Tag: lgbtqia

  • Guia de Tendências 2023

    Guia de Tendências 2023

    A Mosaico, 1ª agência de influência com foco em diversidade do país, vem lançando anualmente guias com tendências do setor de marketing de influência. Depois de duas edições, incluindo a última versão de 2022,  a agência acaba de disponibilizar sua terceira análise, o Guia de Tendências 2023, que promete prever o que fará sucesso nas redes nesse ano. 

    O Brasil já é considerado o país dos influenciadores com mais de 20 milhões de auto intitulados creators, de acordo com uma pesquisa encomendada pela Meta. A agência analisou os relatórios que foram compartilhados pelas plataformas, consultorias e institutos de pesquisa no último trimestre de 2022. 

    Em suas edições passadas, os conteúdos trouxeram uma nova visão sobre o marketing de influência e a importância de utilizá-la em suas estratégias, além de prever os principais nichos que ficariam em alta durante o ano como Bem Estar e Streamers. 

    Neste ano, o guia revela o que se mantém e as novidades no universo da influência, além de uma lista de influenciadores que prometem marcar presença nas nossas telas e o tipo de conteúdo que o público deverá sentir mais interesse. Um destaque é que todas as imagens que ilustram o material foram desenvolvidas através de Inteligência Artificial, algo que veremos com frequência durante o ano . 

    Além das IAs – Inteligências Artificiais – Algumas das tendências que aparecem no guia já estão sendo implementadas, é o caso das comunidades, criadas para aproximar influenciadores e marcas criando uma relação mais real entre as partes. A própria Mosaico já utiliza o formato de squad em diversas ações.  

    O conteúdo está completo, com informações sobre monetização, algoritmos e outros temas essenciais para desbravar as redes durante o ano de 2023. Para acessar o Guia de Tendências basta acessar o link https://mosaico.monovj.com.br/tendencias2023/ e baixar o conteúdo completo. Boa leitura!

  • PESQUISA: Creatos Lésbicas no Brasil

    PESQUISA: Creatos Lésbicas no Brasil

    A Mosaico se tornou pioneira ao realizar a primeira pesquisa direcionada a influenciadores LGBTQIAPN+ e mais para frente a pesquisa Creators Trans. As amostragens destacaram uma realidade já percebida anteriormente: existe desigualdade dentro da sigla. Onde alguns membros sofrem diferentes formas de preconceito e apagamento.

    Pensando nisso, decidimos focar em uma parcela de criadoras de conteúdo que é muitas vezes apagada e/ou sexualizada: As criadoras lésbicas.

    Considerando a localização, conseguimos chegar ao resultado de que a maior parte das influenciadoras nasceram (33,7%) e moram (45,7%) no estado de São Paulo.

    A maior parte desse grupo está na faixa etária de 25 à 35 anos, correspondendo a 65,2% dos responsáveis. Apenas 1,1% com mais de 55 anos e nenhum respondente com menos de 18 anos. O que levantou a questão da descoberta da sexualidade tardia para lésbicas.

    Essa questão teve resposta de múltipla escolha, visto que é possível se identificar com diferentes gêneros. Ainda assim, 92,2% respondeu ser cis gênero.

    Sobre estados civil, 33,7% está namorando, 22,8% em união estável, 18,5% casades, 18,5% solteires, 3.3% outros e 2,2% divorciades.

    Referente a raça, a maioria esmagadora respondeu ser branca (62%), seguida por pretas (23,9%), pardas (7,6%), indígenas (3,3%) e amarelas (1,1%).

    O Instagram é a principal plataforma de trabalho para 81,5% das respondentes.

    A base de seguidores das respondentes estava dividida em: micro 42,4%, nano 40,2%, meso 13%, macro 2,2% e mega 2,2%

    Os principais temas abordados são, entretenimento 41,3%, cultura e história lgbtqia+ 38%, gênero e sexualidade 37% e ativismo e direitos 30,4%.

    71,1% não possuem agente/ agência e se auto representam, fazendo com as marcas.

    Sobre a segmentação: beleza, higiene e perfumaria lidera (31,5%) como o segmento que as marcas mais realizam ativações com influs lésbicas.

    Há uma preocupação maior por parte de consumidores e, consequentemente, de creators em adotar marcas de acordo com o seu posicionamento. Buscamos conhecer mais sobre o que leva creators a trabalharem ou não com uma marca. 

  • ONDE ESTÃO AS CREATORS LÉSBICAS?

    ONDE ESTÃO AS CREATORS LÉSBICAS?

    Somos uma agência especializada em Marketing de Influência que tem como propósito trazer pluralidade para a comunicação, dando visibilidade para influenciadores diversos e conectando-os a marcas. Conhecida por nossas pesquisas desbravando o universo de Creators LGBTQIAPN+ (2020) e Creators Trans (2021), retornamos para falar sobre quem pertence à letra L na sigla LGBTQIAPN+.

    A pesquisa ficou no ar durante o mês de maio e contou com o mapeamento de 170 nomes. Além do apoio da YOUPIX, uma das maiores consultorias de influência da América Latina, contamos com influenciadores parceiros que auxiliaram na divulgação. Ao final, foram 115 respostas coletadas revelando que 68,5% residem no sudeste e que a faixa etária predominante é a de 25 a 35 anos, representando 65,2% do recorte. Além disso, também foi possível conhecer os temas abordados por essa comunidade: 41,3% responderam tratar de temas relacionados ao entretenimento, seguidos de 38% que responderam criar conteúdos relacionados à cultura e história LGBTQIAPN+.

    A pesquisa de 2020, apontou que 33,3% das criadoras lésbicas não recebem qualquer tipo de remuneração pelo trabalho de creator, nessa amostragem conseguimos ir além desse dado, descobrindo que 71,1% dessas criadoras não possuem um agente ou agência e se auto-representam, podendo assim estar fora de bancos de influenciadores e tendo seu acesso dificultado a ações publicitárias.

    Das respondentes que já foram procuradas por marcas, 88,3%  alegaram maior procura durante o Mês do Orgulho e 38,3% ao mês da Visibilidade e Orgulho Lésbico. Outras datas lembradas estão o Dia da Mulher (38,3%) e Dia dos Namorados (35%). A busca por influenciadoras lésbicas é sazonal, como ressalta essa participante em um comentário anônimo “Nós não existimos apenas no mês do orgulho e não falamos apenas sobre nossas opressões, trabalhamos nas mais diversas áreas e influenciamos as pessoas de diversas formas.”

    Os dados coletados nessa pesquisa destacam uma ideia que já não é novidade: criadoras lésbicas sofrem apagamento dentro e fora da comunidade LGBTQIAPN+. “Através da pesquisa, queremos dar visibilidade a esse nicho de creators para que elas possam estar mais presentes em campanhas. É importante que as marcas mostrem as vivências de influenciadoras lésbicas com naturalidade ao longo de todos os dias do ano e não só em datas alusivas.“, explica a Coordenadora da Pesquisa Yhevelin Guerin, lésbica e sócia da Mosaico.

    Para ter acesso ao resultado da pesquisa, basta acessar o link por aqui  e preencher um formulário rápido para acessar todos os dados da pesquisa inédita. 

  • A hora de ouvir as influenciadoras lésbicas

    A hora de ouvir as influenciadoras lésbicas

    Agência Mosaico lança pesquisa ao lado da YOUPIX para dar voz a criadoras de conteúdo lésbicas e fornecer dados para o mercado 

    Mosaico, agência especializada em Marketing de Influência com foco na Diversidade, realizou a primeira pesquisa direcionada aos influenciadores LGBTQIA+ do Brasil em 2020. No ano seguinte, a agência focou no perfil de creators trans. As pesquisas evidenciaram para as marcas como as ativações e projetos envolvendo a comunidade LGBTQIA +  devem ir além de épocas sazonais. 

    A Pesquisa de 2020, apontou, por exemplo, que 33,3% das criadoras lésbicas não recebem qualquer tipo de remuneração pelo trabalho de creator, enquanto para os homens cis gays esse número diminui para 9,3%. Esses dados mostram como existe uma desigualdade na busca por creators lésbicas mesmo dentro da comunidade. 

    Dessa vez, a agência, ao lado da YOUPIX, uma das mais respeitadas empresas de consultoria de influência da América Latina, busca por mais informações sobre a presença da comunidade lésbica no mercado de influência brasileiro. “Somos lésbicas (LGBTs) o ano todo. Precisamos pagar boletos o ano todo e não só em junho. Meu público consome e escuta minhas recomendações e dicas em todos os meses do ano. Gostaria que junho e agosto fossem meses que conseguisse juntar uma grana a mais pra então pelo menos compensar esse silêncio que infelizmente tende a nos acompanhar nos outros meses” disse, Yas Campbell criadora de conteúdo e uma das consultoras da pesquisa.

    Por isso, a proposta final desta nova pesquisa é ouvir essas creators e dar uma dimensão das influenciadoras lésbicas, fornecendo informações que auxiliem ainda mais na profissionalização e diversidade das ações de marketing. “As lésbicas não fazem parte somente de uma sigla, há outras dimensões dentro desse mundo, como maternidade, trabalho, corpo, preconceito, inclusive o próprio empoderamento feminino. Acreditamos que as ouvindo, podemos aprender e ampliar ainda mais o mercado de influência.” Afirma Yhevelin Guerin, lésbica, sócia da Mosaico e coordenadora da pesquisa.

    Para participar, basta acessar o link do questionário por aqui . É importante que a pesquisa seja respondida com todos os detalhes possíveis até seu encerramento no dia 26 de maio para refletir a realidade da sociedade diversa que vivemos. 

  • PRA TE INSPIRAR: 11 conteúdos criativos que os influenciadores de Downy fizeram para o BBB

    PRA TE INSPIRAR: 11 conteúdos criativos que os influenciadores de Downy fizeram para o BBB

    Tá sem ideia do que fazer para um publi de alguma marca que te contratou? A Mosaico elaborou a estratégia de conteúdo para os influenciadores do amaciante Downy durante o BBB 22 e aproveitamos para reunir os posts que foram ao ar.

    Foram 11 influenciadores pertencentes ao Squad da marca: João Pedrosa (BBB 21), Camila Queiroz, Marcos Mion, Camilla de Lucas, Bianca Dellafancy, Paola Antonini, Ju Romano, Jade Magalhães, Lettícia Munniz, Alice Salazar e Mileide Mihaile. Esses nomes foram mapeados em 2021, quando a Mosaico desenvolveu o Planejamento Estratégico de Influência para a Downy. A agência foi contratada pela New Vegas para desenvolver esse plano.

    JOÃO PEDROSA


    A Mosaico fez todo o direcionamento para que a produção dos conteúdos fosse um sucesso, considerando melhores horários, categorias de conteúdos, alinhamento com o tipo de conteúdo que o influenciador já produz, caracterização e conteúdos de referência.

    MARCOS MION


    Como em todo projeto da Mosaico, buscamos trazer diversidade no elenco de influenciadores: diferentes cores, diferentes corpos, diferentes gêneros e sexualidades.

    CAMILA QUEIROZ


    Os influenciadores tiveram conteúdos divididos em combos de Stories, vídeos no Reels e fotos no feed. Dá uma olhada no resultado!

    BIANCA DELLAFANCY


    JU ROMANO


    JADE MAGALHÃES


    LETTICIA MUNNIZ


    PAOLA ANTONINI


    CAMILLA DE LUCAS


    MILEIDE MIHAILE


    ALICE SALAZAR


    Gostou? Veja outros cases de influência para se inspirar.

  • Pesquisa sobre Influencers Trans

    Pesquisa sobre Influencers Trans

    Em 2020 fizemos nossa primeira pesquisa direcionada aos criadores de conteúdo e influenciadores LGBTQIA+ no Brasil, a fim de reunir informações sobre esse grupo ao mercado de influência. O resultado não foi muito positivo, visto que há muita desigualdade também entre as siglas. 

    Nesse ano decidimos segmentar um  pouco mais essa pesquisa e trazer o foco para creators Trans. Assim como na análise anterior, buscamos saber mais sobre o universo da sigla T. Para isso, contamos com o apoio da TransEmpregos e da YouPix.

    O primeiro passo foi fazer um mapeamento de influenciadores trans para termos uma dimensão de nosso universo. Esse mapeamento também nos auxiliaria no envio de directs para que o pessoal participasse da pesquisa, que ficou disponível para coleta de dados entre os dias 1 e 21 de junho. Ao todo, conseguimos 189 respostas concentradas na idade entre 18 e 35 anos 86,8%, são moradores principalmente do Estado de São Paulo 33,9%, Rio de Janeiro 15,3%, Minas Gerais 5,8% e Bahia 5,3%.

    A amostra foi composta por 41,3% de homens trans, 39,1% de mulheres trans, 15,9% travestis e 13,2% não binárie. A pergunta sobre identidade de gênero foi de múltipla escolha, tendo no grupo, pessoas que se identificam tanto como homem trans quanto gênero fluíde e não binárie, quanto mulher trans e travesti. Relacionado à orientação sexual, 45% são heterossexuais, 23,8% bissexual, 19% Pansexual e 6,9% Gay.

    Referente a raça, seguindo as bases estabelecidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a amostra se denominou 48,7% branca, 25,4% parda e 22,8% negra. Do grupo, 64% são solteires, 20,6% estão namorando e 9% são casades.

    A maior parte dos respondentes são composta por nano influenciadores, que possuem menos de 10 mil seguidores, 42,3%. Micro (de 10 a 100K) 21,7% e Meso (de 100k -500k) – 3,7%. Mega Influenciadores (acima de 1M): 0,5%.

    Quando o assunto é produção de conteúdo, numa questão de múltipla resposta, 14,3% dizem que não possuem um tema específico. Entretanto, os 38,1% abordam assuntos sobre gênero e sexualidade e 36,5% assuntos relacionados com a cultura e história LGBTQIA+, fato que se associa ao motivo que os levou a serem influenciadores digitais, como uma forma de mostrar a sua trajetória e fornecer visibilidade ao universo. Outros assuntos que também entram na pauta desse grupo é assuntos relacionados com beleza 28,1%, Arte 27% e Entretenimento 24,4%.

    Um ponto importante de se destacar é frequência que esse grupo realizou trabalhos como influencers. 45,5% respondeu não ter feito nenhum trabalho como influencer nos últimos 6 meses, enquanto 11,1% fez 1 trabalho. Esse dado destaca o esquecimento da comunidade trans fora do Mês do Orgulho LGBTQIA+.

    36,6% do creators que responderam a pesquisa disseram ser mais procurados por empresas durante o Mês do Orgulho LGBTQIA+.

    Isso ressalta como as marcas ignoram a existência dessa comunidade nos outros períodos do ano e acabam inviabilizando essas pessoas!

    57,6% responderam que o valor do cachê é importante ou muito importante na hora de fechar um trabalho.

    Já sobre a forma de abordagem das marcas quase 35% respondeu considerar importante na hora de aceitar um trabalho

    Mais da metade dos creators trans respondentes da pesquisa acham muito importante que as marcas se posicionam e não acham muito importante a fama dessas empresas.

    Quando uma marca se posiciona ela mostra que seu apoio é genuíno e não uma estratégia que visa apenas lucros.

    Pesquisa supervisionada e também integrante do projeto de pesquisa da Profa. Dra. Yhevelin Guerin, vinculada à Universidade de Santa Cruz do Sul e intitulada “Influenciadores digitais, empoderamento social e posicionamento de marca.

  • Pesquisa Influenciadores Trans: A Mosaico quer ouvir a sigla “T”

    Pesquisa Influenciadores Trans: A Mosaico quer ouvir a sigla “T”

    São poucos os dados disponíveis que falam sobre o nicho de creators e influencers transgênero. Pensando em levantar essas informações para poder defender a inclusão de influenciadores da sigla T em campanhas publicitárias, a Mosaico desenvolveu a “Pesquisa com Influencers Trans”.

    Mosaico é conhecida no setor de marketing de influência por defender a diversidade dentro de campanhas publicitárias e empresas. Fomos a  precursora ao tentar entender mais sobre como é a inclusão dos influencers integrantes da sigla LGBTQIA+ em 2020, quando realizamos a primeira pesquisa brasileira direcionada a este público. Agora, queremos nos aprofundar no assunto e conhecer mais sobre os influenciadores pertencentes a sigla T.

    A pesquisa sobre todo o movimento LGBTQIA+ nos trouxe alguns dados que indicam a existência de desigualdades dentro da própria sigla. No âmbito financeiro, por exemplo, mapeamos que 30,8% dos influenciadores trans não são remunerados pelo seu trabalho. Estes índices mudam bastante entre os influencers cis, onde 14% desse grupo não recebe remuneração e 13,2% vivem exclusivamente da criação de conteúdo.

    Esta condição confirma um tabu presente no que se refere à identidade de gênero e a dificuldade não só da sociedade, mas também das marcas, de tratar o assunto de maneira mais aberta e natural. E para mudar esse cenário, nos unimos com o TransEmpregos, a Youpix e o site Põe Na Roda, que vão nos ajudar no trabalho de dados e divulgação dessa pesquisa.

    A proposta final, além de fornecer informações sobre esse universo, possibilita visibilidade. Segundo Yheuriet Kalil, CEO da Mosaico, existem “resistências e estranhamentos sociais dentro da comunicação e no momento em que marcas apoiam, contratam e co-criam com creators trans, esse tema pode ser mais difundido e naturalizado. Os tabus precisam ser dissipados”.

    Participe da pesquisa acessando este link e preenchendo o formulárioÉ importante que ele seja respondido com todos os detalhes possíveis, para refletir a sua realidade. 

    Para termos um resultado mais completo precisamos que a pesquisa tenha muitas respostas, então compartilhe com os amigos e nos ajude na divulgação.

  • Alesp vota Projeto de Lei que liga LGBTQIA+ à influência inadequada para crianças

    Alesp vota Projeto de Lei que liga LGBTQIA+ à influência inadequada para crianças

    Hoje, 20, a Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) vota um projeto de lei que visa a proibição de propaganda LGBTQIA+ associadas a crianças em São Paulo.

    A deputada Marta Costa, responsável pela PL, afirma que propagandas envolvendo LGBTQIA+ e famílias homoafetivas são uma “prática danosa” e influenciam negativamente na formação de jovens e crianças.

    Se aprovada, a lei proibirá propagandas no estado de São Paulo onde apareçam pessoas LGBTQIA+ e famílias homoafetivas, como as campanhas das marcas: Quem Disse Berenice, O’Boticário e Natura que em sua última campanha de dia dos pais mostrou Thamy Miranda, um homem trans com seu filho.

    A deputada Erika Malunguinho, líder da oposição ao projeto dentro da Alesp, afirma: “Como apontado por pesquisadoras/es, a estratégia utilizada por setores conservadores tem como objetivo criar um pânico moral em torno das questões de gênero e sexualidade. Isso foi materializado por esse projeto de lei, mas não é inédito, visto que segue a lógica da ‘ideologia de gênero’ e suas distorções discursivas. A retórica utilizada por esses parlamentares reafirma a desumanização  que a população LGBTI+ já é historicamente submetida neste País, induzindo como responsáveis por causar danos éticos e morais às crianças”.

    Crianças podem ser influenciadas por esse tipo de publicidade?

    Para o coordenador de Programa Criança e Consumo, Pedro Hartung do Instituto Alana, ONG que defende os direitos da criança, diz que a justificativa da deputada para propor o projeto é “infundada”, tanto na perspectiva dos direitos da criança, quanto na perspectiva democrática e que crianças devem conviver com diversidade para seu desenvolvimento.

    Lembrando que a publicidade infantil está proibida no Brasil desde 2014, sendo permitidas apenas anúncios direcionados aos pais. Assim, não é lógico relacionar esse tipo de publicidade a “práticas danosas” que podem influenciar crianças.

    Nós sabemos a importância da visibilidade LGBTQIA+ na mídia e produções culturais para que pessoas queers possam se sentir humanizadas e saberem os seus direitos na sociedade, e não concordamos com essa PL. E é claro que o PL gerou uma grande movimentação nas redes. Pessoas LGBTQIA+ estão postando fotos com crianças e suas famílias com as hashtags #LGBTnãoÉMáInfluencia e #AbaixoPL504.

    Por Rafaelly Alves

  • Creators também são pessoas: você sabia disso?

    Creators também são pessoas: você sabia disso?

    Por trás de cada avatar, existe uma pessoa. Isso parece óbvio, mas quando estamos conectados, sob a máscara de internautas, facilmente esquecemos que por trás do conteúdo consumido, existe um criador com sentimentos e expectativas, esperando o feedback sobre o que foi publicado. 

    O universo online nos dá voz, ferramentas para falar, uma infinidade de recursos para comunicar, mas não nos educa a ouvir. Cancelamos não necessariamente o que é injusto, e sim, toda opinião diferente. Isso não está certo, e a Mosaico criou a campanha “Creators também são pessoas” para tentar alertar sobre esse problema e estourar a bolha que está sendo criada. 

    O que é a cultura do cancelamento? 

    O cancelamento se tornou um medo entre os criadores de conteúdo. Este movimento começou a alguns anos, mas se popularizou recentemente. Seu foco era denunciar injustiças sociais, boicotando marcas e celebridades que cometeram graves delitos. Contudo, ganhou um novo significado: antes, o cancelamento procurava dar voz aos oprimidos, hoje, virou uma mão que sufoca a todos que possuem uma opinião diferente

    O movimento começou com boas intenções, se propagou, realizou denúncias e se tornou um justiceiro no meio online. Foi graças ao cancelamento, que muitas empresas refletiram e adicionaram em suas pautas assuntos como a diversidade, feminismo e racismo. Mas o tribunal da internet caiu nas mãos de pessoas erradas e qualquer erro pode iniciar o fim de uma carreira. Perdemos a chance de errar e aprender com isso, logo, as consequências a saúde mental podem ser catastróficas. 

    Creators também são pessoas: lembre-se antes de comentar

    Na Mosaico, somos a favor de discussões saudáveis na internet. É a troca de ideias que torna o convívio no nosso playground online mais vivo e colorido. Contudo, notamos uma onda de cancelamentos por motivos banais, como: não dar bom dia aos seguidores com tanta “simpatia”; errar a referência de um vídeo; demorar para publicar o conteúdo; ou apenas ter uma opinião diferente. 

    Idealizador da campanha, o Diretor Criativo da Mosaico, Bernardo Remus explica de onde surgiu a ideia de lembrar que creators são pessoas: “Ninguém pode sair um dedo da linha, ninguém pode se equivocar, ninguém pode ter um posicionamento diferente, que as pessoas começam a atacar sem dó, esquecendo que ali do outro lado da tela existe uma pessoa que também está evoluindo, descobrindo, explorando e que é passível de erros”, menciona. 

    A proposta de  “Creators também são pessoas”, de acordo com Bernardo, é lembrar a todos de realizar comentários menos agressivos e estimular a troca de opinião saudável. É procurar se colocar no lugar do próximo, e ter empatia com o criador de conteúdo – afinal, um cancelamento equivocado pode colocar em risco toda a sua forma de sobrevivência, ainda mais em um momento tão delicado como o que estamos vivendo, com o isolamento social.

    Como contribuir para a campanha? 

    No perfil da Mosaico, é possível conferir diversos conteúdos criados para serem compartilhados. Você pode fazer uso desse material e espalhar a palavra do creators são pessoas nas suas redes também. Vem fazer parte dessa corrente do bem!

  • Creators LGBTQIA+ mandam recados (e grandes conselhos) para as marcas que ainda não investem em diversidade

    Creators LGBTQIA+ mandam recados (e grandes conselhos) para as marcas que ainda não investem em diversidade

    Nossa pesquisa sobre o universo dos creators LGBTQIA+ trouxe muitos insights que falam do mercado da influência e sobre seu impacto direto nos representantes do movimento. Podemos navegar por dados que nos mostraram detalhes sobre as principais redes sociais trabalhadasformatos favoritos para criação de conteúdo e também o quanto os creators conseguem ganhar com todo esse trabalho.

    No final do nosso formulário de pesquisa, deixamos um espaço em aberto para que o criador de conteúdo pudesse deixar um recado para as marcas. Hoje, a missão da Mosaico é publicar esses feedbacks, que são conselhos importantes para quem ainda tem algum receio em investir e se posicionar a favor de lésbicas, gays, trans, bis, queers, interssexuais, assexuais, panssexuias e etc. Eles merecem e têm direito a ter voz ativa, e você não pode deixar de ouvi-los e pegar esses conselhos para criar uma super estratégia cheia de diversidade para sua empresa. 


    Conselho 1: Influência é um trabalho e merece remuneração real


    “As marcas e as agências precisam lembrar que a gente existe além de junho e precisam lembrar também que a gente tem boletos, porque tem várias marcas que querem que a gente faça coisas de graça ou pagando super pouco em nome da visibilidade da causa. Visibilidade sem pagar não me interessa porque não gera inclusão. Eu só vou estar em pé de igualdade com as pessoas héteros-cis quando meu trabalho for tão valorizado quanto o deles”  (opinião de creator transgênero/pansexual)

    Esse comentário é muito importante pois mostra que não é apenas dando espaço em uma campanha para integrantes do movimento LGBTQIA+ que uma marca se mostra aberta à diversidade. É preciso que todos os tratamentos sejam igualitários, principalmente aqueles que envolvem remuneração pelo esforço envolvido por parte do creator. A pesquisa da Mosaico mapeou quanto o trabalho de influência auxilia na renda de cada creator e pode entender que a valorização que o creator busca é aquela onde ele é pago por exercer o seu trabalho, algo que vai muito além da distribuição de mimos ou recebidos em troca de posts, prática muito frequente na maioria das empresas, que buscam menções em troca de alguns produtos, sem realizar um alinhamento de trabalho remunerado.  

    Conselho 2: Ampliar o calendário e praticar a inclusão nos 365 dias do ano

    “Fazer publi e falar da pauta (LGBTQIA+) só na época do ano que todos falam é fácil. Importante é fazer esse trabalho de forma constante, apoiando a médio e longo prazo o criador do segmento. Especialmente se tratando de saúde mental, pois o criador de conteúdo ter um patrocinador fixo significa ter mais segurança e a imagem da marca é trabalhada no longo prazo. ”  (opinião de creator bissexual)

    “Incluir influenciadores que fazem parte desse meio em diversas campanhas durante o ano, não apenas no mês do orgulho LGBTQIA+” (opinião de creator bissexual)

    “Fazer mais ações ligadas ao público LGBTQIA+ mesmo fora das datas focadas nesse público. Trazer a normalidade e representatividade real da nossa comunidade para o mercado publicitário, defendendo nossa causa durante todo o ano. ” (opinião de creator bissexual)

    Nas lives realizadas pela Mosaico durante o mês de celebração ao orgulho LGBTQIA+, muitos dos nossos convidados também relataram a necessidade de ver marcas trabalhando a diversidade durante outras datas comemorativas ao decorrer do ano. A comunidade também possui ou são mães, pais, filhos, possuem famílias e querem engajar e comemorar esses dias especiais como qualquer outro influenciador que é convidado para campanhas nos outros meses do ano. A representatividade não está somente dentro da construção de narrativas em cima de uma sigla específica. Ela vai além, Uma marca não precisa somente praticar uma discurso literal. Ao contratar e incluir as ações na sua comunicação membros do movimento, indo além dos estereótipos e exposição da sexualidade, a marca já estará abrindo as portas para a diversidade. Os criadores de conteúdo falam sobre diversos temas, não é só o discurso da comunidade.

    Conselho 3: Abrir espaço para corpos gordos e pretos


    “Importante, além da diversidade de letras, pensar na diversidade de corpos! Pessoas gordas, inclusive” (opinião de creator bissexual)

    A pluralidade de uma campanha começa quando conseguimos estourar a bolha do comum. É ir além da família feliz na propaganda de margarina, do casal feliz, magro e hétero se beijando na campanha de dia dos namorados. Da festa de natal rodeada de pessoas brancas. É preciso incluir corpos gordos, pretos, indígenas, pessoas com deficiência e naturalizar as suas existências, pois parte dele são a maioria do público consumidor ativo no Brasil e precisam começar a se enxergar em ações de marketing das marcas.

    Gostou das dicas que os criadores de conteúdo passaram? Qual delas a sua empresa precisa ainda incorporar na comunicação? Navegue pelo nosso blog e descubra outros insights para trazer ainda mais pluralidade e diversidade para sua marca. 

    Pesquisa supervisionada e também integrante do projeto de pesquisa da Profa. Dra. Yhevelin Guerin, vinculada à Universidade de Santa Cruz do Sul e intitulada “Influenciadores digitais, empoderamento social e posicionamento de marca.