A Mosaico se tornou pioneira ao realizar a primeira pesquisa direcionada a influenciadores LGBTQIAPN+ e mais para frente a pesquisa Creators Trans. As amostragens destacaram uma realidade já percebida anteriormente: existe desigualdade dentro da sigla. Onde alguns membros sofrem diferentes formas de preconceito e apagamento.
Pensando nisso, decidimos focar em uma parcela de criadoras de conteúdo que é muitas vezes apagada e/ou sexualizada: As criadoras lésbicas.
Considerando a localização, conseguimos chegar ao resultado de que a maior parte das influenciadoras nasceram (33,7%) e moram (45,7%) no estado de São Paulo.
A maior parte desse grupo está na faixa etária de 25 à 35 anos, correspondendo a 65,2% dos responsáveis. Apenas 1,1% com mais de 55 anos e nenhum respondente com menos de 18 anos. O que levantou a questão da descoberta da sexualidade tardia para lésbicas.
Essa questão teve resposta de múltipla escolha, visto que é possível se identificar com diferentes gêneros. Ainda assim, 92,2% respondeu ser cis gênero.
Sobre estados civil, 33,7% está namorando, 22,8% em união estável, 18,5% casades, 18,5% solteires, 3.3% outros e 2,2% divorciades.
Referente a raça, a maioria esmagadora respondeu ser branca (62%), seguida por pretas (23,9%), pardas (7,6%), indígenas (3,3%) e amarelas (1,1%).
O Instagram é a principal plataforma de trabalho para 81,5% das respondentes.
A base de seguidores das respondentes estava dividida em: micro 42,4%, nano 40,2%, meso 13%, macro 2,2% e mega 2,2%
Os principais temas abordados são, entretenimento 41,3%, cultura e história lgbtqia+ 38%, gênero e sexualidade 37% e ativismo e direitos 30,4%.
71,1% não possuem agente/ agência e se auto representam, fazendo com as marcas.
Sobre a segmentação: beleza, higiene e perfumaria lidera (31,5%) como o segmento que as marcas mais realizam ativações com influs lésbicas.
Há uma preocupação maior por parte de consumidores e, consequentemente, de creators em adotar marcas de acordo com o seu posicionamento. Buscamos conhecer mais sobre o que leva creators a trabalharem ou não com uma marca.
Somos uma agência especializada em Marketing de Influência que tem como propósito trazer pluralidade para a comunicação, dando visibilidade para influenciadores diversos e conectando-os a marcas. Conhecida por nossas pesquisas desbravando o universo de Creators LGBTQIAPN+ (2020) e Creators Trans (2021), retornamos para falar sobre quem pertence à letra L na sigla LGBTQIAPN+.
A pesquisa ficou no ar durante o mês de maio e contou com o mapeamento de 170 nomes. Além do apoio da YOUPIX, uma das maiores consultorias de influência da América Latina, contamos com influenciadores parceiros que auxiliaram na divulgação. Ao final, foram 115 respostas coletadas revelando que 68,5% residem no sudeste e que a faixa etária predominante é a de 25 a 35 anos, representando 65,2% do recorte. Além disso, também foi possível conhecer os temas abordados por essa comunidade: 41,3% responderam tratar de temas relacionados ao entretenimento, seguidos de 38% que responderam criar conteúdos relacionados à cultura e história LGBTQIAPN+.
A pesquisa de 2020, apontou que 33,3% das criadoras lésbicas não recebem qualquer tipo de remuneração pelo trabalho de creator, nessa amostragem conseguimos ir além desse dado, descobrindo que 71,1% dessas criadoras não possuem um agente ou agência e se auto-representam, podendo assim estar fora de bancos de influenciadores e tendo seu acesso dificultado a ações publicitárias.
Das respondentes que já foram procuradas por marcas, 88,3% alegaram maior procura durante o Mês do Orgulho e 38,3% ao mês da Visibilidade e Orgulho Lésbico. Outras datas lembradas estão o Dia da Mulher (38,3%) e Dia dos Namorados (35%). A busca por influenciadoras lésbicas é sazonal, como ressalta essa participante em um comentário anônimo “Nós não existimos apenas no mês do orgulho e não falamos apenas sobre nossas opressões, trabalhamos nas mais diversas áreas e influenciamos as pessoas de diversas formas.”
Os dados coletados nessa pesquisa destacam uma ideia que já não é novidade: criadoras lésbicas sofrem apagamento dentro e fora da comunidade LGBTQIAPN+. “Através da pesquisa, queremos dar visibilidade a esse nicho de creators para que elas possam estar mais presentes em campanhas. É importante que as marcas mostrem as vivências de influenciadoras lésbicas com naturalidade ao longo de todos os dias do ano e não só em datas alusivas.“, explica a Coordenadora da Pesquisa Yhevelin Guerin, lésbica e sócia da Mosaico.
Para ter acesso ao resultado da pesquisa, basta acessar o link por aqui e preencher um formulário rápido para acessar todos os dados da pesquisa inédita.
Agência Mosaico lança pesquisa ao lado da YOUPIX para dar voz a criadoras de conteúdo lésbicas e fornecer dados para o mercado
Mosaico, agência especializada em Marketing de Influência com foco na Diversidade, realizou a primeira pesquisa direcionada aos influenciadores LGBTQIA+ do Brasil em 2020. No ano seguinte, a agência focou no perfil de creators trans. As pesquisas evidenciaram para as marcas como as ativações e projetos envolvendo a comunidade LGBTQIA + devem ir além de épocas sazonais.
A Pesquisa de 2020, apontou, por exemplo, que 33,3% das criadoras lésbicas não recebem qualquer tipo de remuneração pelo trabalho de creator, enquanto para os homens cis gays esse número diminui para 9,3%. Esses dados mostram como existe uma desigualdade na busca por creators lésbicas mesmo dentro da comunidade.
Dessa vez, a agência, ao lado da YOUPIX, uma das mais respeitadas empresas de consultoria de influência da América Latina, busca por mais informações sobre a presença da comunidade lésbica no mercado de influência brasileiro. “Somos lésbicas (LGBTs) o ano todo. Precisamos pagar boletos o ano todo e não só em junho. Meu público consome e escuta minhas recomendações e dicas em todos os meses do ano. Gostaria que junho e agosto fossem meses que conseguisse juntar uma grana a mais pra então pelo menos compensar esse silêncio que infelizmente tende a nos acompanhar nos outros meses” disse, Yas Campbell criadora de conteúdo e uma das consultoras da pesquisa.
Por isso, a proposta final desta nova pesquisa é ouvir essas creators e dar uma dimensão das influenciadoras lésbicas, fornecendo informações que auxiliem ainda mais na profissionalização e diversidade das ações de marketing. “As lésbicas não fazem parte somente de uma sigla, há outras dimensões dentro desse mundo, como maternidade, trabalho, corpo, preconceito, inclusive o próprio empoderamento feminino. Acreditamos que as ouvindo, podemos aprender e ampliar ainda mais o mercado de influência.” Afirma Yhevelin Guerin, lésbica, sócia da Mosaico e coordenadora da pesquisa.
Para participar, basta acessar o link do questionário por aqui . É importante que a pesquisa seja respondida com todos os detalhes possíveis até seu encerramento no dia 26 de maio para refletir a realidade da sociedade diversa que vivemos.
São as métricas do perfil e no caso de uma entrega especifica, como uma ação publicitária são dados como: alcance, impressões, resposta e outras informações que mostrem se seu conteúdo performou bem e correspondeu as expectativas.
Quando o creator faz um conteúdo publicitário, é muito comum que a marca solicite os insights da ação 24 horas ou alguns dias depois da entrega.
Como encontrar os insights no meu perfil?
Uma forma muito simples de ter acesso aos insights do seu perfil é clicando em “insights“, assim você tem acesso aos posts e stories por período.
Mas essa não é a única forma de encontrar esses dados, também é possível coletá-los direto da postagem. Como nos exemples abaixo:
No feed/reels: Basta clicar em “Ver insights” para ser direcionado à “análise da publicação”.
No story: basta arrastá-lo para cima e clicar no ícone de escada pra ter todas as informações sobre aquele story.
Como enviar esses dados?
Esses dados mostram o rendimento da entrega, assim a marca saberá quantas pessoas foram alcançadas pela ação e se valerá a pena investir novamente naquele influenciador. Por isso, é importante ter registrado, em especial, as seguintes informações:
Interações, alcance e impressões.conversões/ações, alcance, impressõesalcance, views/impressões, interações
Agora você já sabe tudo sobre insighs pôs ação para fazer uma entrega completa. Mas lembre, cada empresa/marca trabalha de uma forma, então não tenha medo de perguntar pra evitar qualquer erro por mal entendido.
Tá sem ideia do que fazer para um publi de alguma marca que te contratou? A Mosaico elaborou a estratégia de conteúdo para os influenciadores do amaciante Downy durante o BBB 22 e aproveitamos para reunir os posts que foram ao ar.
Foram 11 influenciadores pertencentes ao Squad da marca: João Pedrosa (BBB 21), Camila Queiroz, Marcos Mion, Camilla de Lucas, Bianca Dellafancy, Paola Antonini, Ju Romano, Jade Magalhães, Lettícia Munniz, Alice Salazar e Mileide Mihaile. Esses nomes foram mapeados em 2021, quando a Mosaico desenvolveu o Planejamento Estratégico de Influência para a Downy. A agência foi contratada pela New Vegas para desenvolver esse plano.
A Mosaico fez todo o direcionamento para que a produção dos conteúdos fosse um sucesso, considerando melhores horários, categorias de conteúdos, alinhamento com o tipo de conteúdo que o influenciador já produz, caracterização e conteúdos de referência.
Como em todo projeto da Mosaico, buscamos trazer diversidade no elenco de influenciadores: diferentes cores, diferentes corpos, diferentes gêneros e sexualidades.
Em 2020 fizemos nossa primeira pesquisa direcionada aos criadores de conteúdo e influenciadores LGBTQIA+ no Brasil, a fim de reunir informações sobre esse grupo ao mercado de influência. O resultado não foi muito positivo, visto que há muita desigualdade também entre as siglas.
Nesse ano decidimos segmentar um pouco mais essa pesquisa e trazer o foco para creators Trans. Assim como na análise anterior, buscamos saber mais sobre o universo da sigla T. Para isso, contamos com o apoio da TransEmpregos e da YouPix.
O primeiro passo foi fazer um mapeamento de influenciadores trans para termos uma dimensão de nosso universo. Esse mapeamento também nos auxiliaria no envio de directs para que o pessoal participasse da pesquisa, que ficou disponível para coleta de dados entre os dias 1 e 21 de junho. Ao todo, conseguimos 189 respostas concentradas na idade entre 18 e 35 anos 86,8%, são moradores principalmente do Estado de São Paulo 33,9%, Rio de Janeiro 15,3%, Minas Gerais 5,8% e Bahia 5,3%.
A amostra foi composta por 41,3% de homens trans, 39,1% de mulheres trans, 15,9% travestis e 13,2% não binárie. A pergunta sobre identidade de gênero foi de múltipla escolha, tendo no grupo, pessoas que se identificam tanto como homem trans quanto gênero fluíde e não binárie, quanto mulher trans e travesti. Relacionado à orientação sexual, 45% são heterossexuais, 23,8% bissexual, 19% Pansexual e 6,9% Gay.
Referente a raça, seguindo as bases estabelecidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a amostra se denominou 48,7% branca, 25,4% parda e 22,8% negra. Do grupo, 64% são solteires, 20,6% estão namorando e 9% são casades.
A maior parte dos respondentes são composta por nano influenciadores, que possuem menos de 10 mil seguidores, 42,3%. Micro (de 10 a 100K) 21,7% e Meso (de 100k -500k) – 3,7%. Mega Influenciadores (acima de 1M): 0,5%.
Quando o assunto é produção de conteúdo, numa questão de múltipla resposta, 14,3% dizem que não possuem um tema específico. Entretanto, os 38,1% abordam assuntos sobre gênero e sexualidade e 36,5% assuntos relacionados com a cultura e história LGBTQIA+, fato que se associa ao motivo que os levou a serem influenciadores digitais, como uma forma de mostrar a sua trajetória e fornecer visibilidade ao universo. Outros assuntos que também entram na pauta desse grupo é assuntos relacionados com beleza 28,1%, Arte 27% e Entretenimento 24,4%.
Um ponto importante de se destacar é frequência que esse grupo realizou trabalhos como influencers. 45,5% respondeu não ter feito nenhum trabalho como influencer nos últimos 6 meses, enquanto 11,1% fez 1 trabalho. Esse dado destaca o esquecimento da comunidade trans fora do Mês do Orgulho LGBTQIA+.
36,6% do creators que responderam a pesquisa disseram ser mais procurados por empresas durante o Mês do Orgulho LGBTQIA+.
Isso ressalta como as marcas ignoram a existência dessa comunidade nos outros períodos do ano e acabam inviabilizando essas pessoas!
57,6% responderam que o valor do cachê é importante ou muito importante na hora de fechar um trabalho.
Já sobre a forma de abordagem das marcas quase 35% respondeu considerar importante na hora de aceitar um trabalho
Mais da metade dos creators trans respondentes da pesquisa acham muito importante que as marcas se posicionam e não acham muito importante a fama dessas empresas.
Quando uma marca se posiciona ela mostra que seu apoio é genuíno e não uma estratégia que visa apenas lucros.
Pesquisa supervisionada e também integrante do projeto de pesquisa da Profa. Dra. Yhevelin Guerin, vinculada à Universidade de Santa Cruz do Sul e intitulada “Influenciadores digitais, empoderamento social e posicionamento de marca.
No último mês, vimos uma tentativa na ALESP de tirar pessoas LGBTQIA+ da publicidade. Por isso, trouxemos 5 campanhas inspiradoras que fizeram história colocando a pauta da diversidade em destaque!
DIA DOS NAMORADOS – O BOTICÁRIO (2015)
Por trazer casais de diferentes orientações sexuais, a campanha “Casais” causou comoção nas redes. Alvo de boicote do público conservador, que tentou um processo pelo CONAR (alegando desrespeito à família), mas foi absolvida e ainda levou o prêmio máximo do EFFIE AWARDS BRASIL 2015.
OUTUBRO ROSA – AVON (2015)
Também em 2015, a AVON trouxe a cantora Candy Mel como a primeira mulher trans a protagonizar uma campanha de conscientização sobre o câncer de mama. “#EUSOUASSIM”.
DORITOS RAINBOW (2017)
Para apoiar a 21ª parada LGBT em São Paulo, Doritos criou o salgadinho “Rainbow”, com as cores da bandeira LGBTQIA+. Na compra do kit Rainbow, a renda foi revertida para a Cassa 1 que abriga LGBTQIA+ em situação de risco. A campanha foi protagonizada por diversos influenciadores da comunidade.
MEU PRIMEIRO SUTIÃ – ANTRA (2019)
A Madre Mia Filmes recriou o filme “Meu Primeiro Sutiã”. clássico de Washington Olivetto exibido em 1987, para a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA). A releitura traz um protagonista trans para abrir uma discussão sobre a violência e o preconceito.
DIA DOS PAIS – NATURA (2020)
A Natura virou um dos assuntos mais comentados no Twitter após publicar a campanha “#MEUPAIPRESENTRE”, trazendo Thammy Miranda como um dos contratados. Em nota, a Natura afirmou ao UOL seu posicionamento de que celebrar “Todas as formas de ser homem”.
Sabe quando você conversa com uma pessoa e é tão bom que no final fica aquela vontade de guardar ela em um potinho? Ficamos com essa sensação depois de terminar nosso bate-papo com a Carol Alves, do canal Apt 202. Esse encontro foi proporcionado pelo Mosaico de Conversas e vai puxar você para uma reflexão sobre a inclusão de conteúdos LGBTQIA+ no mercado de marketing de influência. Siga lendo e confira tudo que rolou.
Quando a comunidade é lembrada
De forma técnica, para uma marca, incluir na pauta de conteúdo publicações que mostram as experiências da jornada de compra de integrantes do movimento LGBTQIA+ (também pesquisado por LGBT ou LGBTQ) é positivo em diversos aspectos, entre eles, potencializa o poder de: conversão, alcance, integração e principalmente, vendas.
Estas são vantagens que podem ser colhidas durante os 365 dias do ano. Contudo, a realidade do contato com influenciadores digitais para participação de campanhas publicitárias normalmente acontece de forma mais ativa e frequente somente no mês de junho, por conta do Mês da Diversidade. Na nossa conversa, a Carol Alves respondeu o questionamento sobre o tema e vale a pena a reflexão. Alô marcas, attention please!
“Fizemos algumas coisas fora de junho, mas sem dúvida, a maior parte do tempo a gente não é procurada por marcas. Quando é, costuma ser perto do meio do ano”
CAROL ALVES, YOUTUBER DO CANAL APTO 202
“Fizemos algumas coisas fora de junho, mas sem dúvida, a maior parte do tempo a gente não é procurada por marcas. Quando é, costuma ser perto do meio do ano” relatou. Ela também contou como são as abordagens que recebe “Chega aquelas propostas super indecentes, que cara, esse é o nosso mês e vem sempre uma marca falando `vocês não querem fazer é 1 milhão de stories e postar e fazer um vídeo? em troca eu vou mandar um brinde!”, desabafa a influenciadora digital.
Vale lembrar que na Mosaico temos sangue de Sherlock Holmes e sabemos quais são as empresas que mostram apoio a comunidade de forma perene, viu? Para incentivar a mudança de posicionamento, trouxemos dados que indicam que o movimento é pesquisado anualmente, em todas as regiões do país. Não tem desculpa, confira!
Interesse ao longo do tempo no assunto movimento LGBT (em azul) e LGBTQIA (em vermelho)Interesse por região no Brasil, movimento LGBT (em azul) e LGBTQIA (em vermelho)
Isso mostra que além dos aspectos técnicos, as marcas precisam considerar as variáveis humanas em sua comunicação, realizando a inclusão de lésbicas, gays, bissexuais, trans, queers, intersexos e assexuais durante todo o ano.
Criação de conteúdo com humor
Nosso bate-papo com a Carol rendeu muito! Conseguimos entender o ponto de vista dela sobre a parceria com marcas, sobre a procura do mercado por influenciadoras lésbicas e principalmente, foi inspirador entender bem de pertinho como surgiu a ideia de se tornar uma criadora de conteúdo.
Mais que amigas, friends, ela, Jullie Nogueira e Fernanda Sicuro sempre tiveram em comum o bom humor e seus colegas sempre comentavam que juntas, elas deveriam gravar alguma coisa para publicar na internet. Carol menciona que trocou muitas figurinhas com as meninas sobre suas inspirações “A gente começou a falar muito das referências que a gente tinha, isso era algo que a gente falava sempre! Tipo, minha adolescência era a Ellen DeGeneres …” entre uma conversa e outra a influenciadora conta que a decisão de criar conteúdo foi natural “A gente falou “Cara! A gente pode ser uma referência pra uma galera que tá vindo aí”, relata.
Carol Alves
Com o tempo, as creators foram desenvolvendo o conteúdo do seu canal e aprendendo com cada resultado. Carol relata que às vezes há necessidade de criar vídeos individuais, pois elas possuem personalidades muito diferentes, contudo, o carro-chefe continua sendo os vídeos em grupo. “A gente entendeu que o nosso principal conteúdo é o que a gente cria junto, então a gente faz roteiro, pensa no tema e tal (…) o grosso do vídeo ele acontece enquanto o vídeo está sendo gravado.”, menciona com um super bom humor para o Mosaico de Conversas.
Para quem está começando, rolou até uma inspiração para planejar seu conteúdo. Anota no caderninho, a Carol disse que“Claro que a gente pensa vídeo, pega referência, pensa tema e tal, mas no geral a gente tem um tema maior e vai dividindo em tópicos do que a gente não pode esquecer, mas a maior parte do vídeo sempre é a gente debatendo aquilo com o nosso jeito de conversar”. Autenticidade é tuuuuuudo, né non? <3
Comunidade lésbica representada com sucesso!
Ser lésbica não é uma personalidade, é uma orientação sexual. Dentro do canal Apt 202 que Carol Alves faz parte, é discutido muitos temas que podem ajudar e desmistificar comportamentos da comunidade lésbica. É um espaço onde as meninas podem se sentir livres para tirar dúvidas e debater assuntos importantes.
Contudo, como cada influenciadora possui um estilo próprio, acabam surgindo sub-assuntos que agregam ainda mais no conteúdo do canal. Carol comenta que “A Fernanda tem um perfil que é muito de gamer. Eu tenho um perfil que é uma coisa que é muito mais blogueira, que eu gosto de umas coisas mais tipo, maquiagem, decoração. A Julie já é muito conectada com música” e essa diversidade acaba trazendo mais conteúdos diferentes para o canal.
Podemos adicionar aqui um player de vídeo incorporado no post do blog, trazendo um conteúdo das gurias para que quem esteja lendo o conteúdo, já consiga conhecer e entender como funciona o material delas.
Um dos vídeos produzidos pelo Canal APTO 202 durante a quarentena
O que é o Mosaico de Conversas?
O Mosaico de Conversas é um conteúdo editorial exclusivo da agência Mosaico. A proposta é criar um bate-papo com influenciadores digitais, especialistas e profissionais do mercado de comunicação, com ênfase em marketing de influência.
Em comemoração ao mês do orgulho LGBTQIA+, o CEO da agência, Yheuriet Kalil, está conversando semanalmente com representantes de cada sigla para buscar entender mais a fundo como anda a inclusão de cada gênero em campanhas publicitárias. A diversidade, as cores, as pessoas e a conexão estão presentes no nosso DNA, por isso, o movimento está vivo em cada detalhe da nossa história. Não podíamos deixar de homenageá-lo com muita informação, certo?!
Você pode conferir a conversa que tivemos na íntegra com a super creator Carol Alves na íntegra ao acessar o conteúdo diretamente no nosso IGTV (aproveita e deixa aquele comentário lindão e cheio de opinião! Vamos amar saber o que você achou do bate-papo).
É fã da Carol e quer deixar um recadinho? Quer ver alguém que você curte dando uma entrevista para o Mosaico de Conversas? Deixa um comentário que vamos adorar ouvir vocês.
São poucos os dados disponíveis que falam sobre o nicho de creators e influencers transgênero. Pensando em levantar essas informações para poder defender a inclusão de influenciadores da sigla T em campanhas publicitárias, a Mosaico desenvolveu a “Pesquisa com Influencers Trans”.
A Mosaicoé conhecida no setor de marketing de influência por defender a diversidade dentro de campanhas publicitárias e empresas. Fomos a precursora ao tentar entender mais sobre como é a inclusão dos influencers integrantes da sigla LGBTQIA+ em 2020, quando realizamos a primeira pesquisa brasileira direcionada a este público. Agora, queremos nos aprofundar no assunto e conhecer mais sobre os influenciadores pertencentes a sigla T.
Esta condição confirma um tabu presente no que se refere à identidade de gênero e a dificuldade não só da sociedade, mas também das marcas, de tratar o assunto de maneira mais aberta e natural. E para mudar esse cenário, nos unimos com o TransEmpregos, a Youpix e o site Põe Na Roda, que vão nos ajudar no trabalho de dados e divulgação dessa pesquisa.
A proposta final, além de fornecer informações sobre esse universo, possibilita visibilidade. Segundo Yheuriet Kalil, CEO da Mosaico, existem “resistências e estranhamentos sociais dentro da comunicação e no momento em que marcas apoiam, contratam e co-criam com creators trans, esse tema pode ser mais difundido e naturalizado. Os tabus precisam ser dissipados”.
Participe da pesquisa acessando este link e preenchendo o formulário. É importante que ele seja respondido com todos os detalhes possíveis, para refletir a sua realidade.
Para termos um resultado mais completo precisamos que a pesquisa tenha muitas respostas, então compartilhe com os amigos e nos ajude na divulgação.
Olá, aqui é a Julia, Community Manager na Mosaico!
Eu lembro de um reflexo da influência pelo qual eu passei, quando uma vez eu estava trabalhando em um hotel, e na recepção chegou uma criança e falou “Olha mãe, a Pabllo Vittar”.
Eu “não consegui não abraçar” ela muito. Claramente há um distanciamento enorme entre a Drag Queen e uma Travesti, mas a percepção de uma criança quanto a uma pessoa LGBTQIA+ em tom de admiração, já é algo gigante, não é mesmo?
O mundo corporativo não costuma ser o ambiente mais convidativo para pessoas Trans de maneira geral, como veremos a seguir neste texto. Ainda existem estigmas sociais a serem quebrados e a exclusão é massacrante. Já tive oportunidades muito boas de emprego. Muitas outras me foram negadas e limitações foram impostas durante esse período. Me encontrei e me perdi várias vezes nesses processos para chegar onde estou agora.
Trabalhar com o Marketing de Influência hoje em dia me mostra um caminho que pode ser um grande aliado na luta por direitos e visibilidade, na abertura e ampliação de debates que podem nos fazer chegar a um lugar mais igualitário.
Trabalhar com a Mosaico, contando com a diversidade em cada pessoa da equipe, parece uma experiência surreal a partir da lógica corporativa, e saber sobre o papel que estamos desempenhando e o potencial futuro que pode ter, é uma motivação maior.
Falando do ponto de intersecção entre o lado profissional e pessoal: você poder olhar para as pessoas com quem você trabalha e poder se sentir “pertencente” ao grupo deveria ser um direito garantido a todos.
Por esses e outros motivos, devemos levar sempre em consideração recortes em diversas esferas sociais. Principalmente entendendo o contexto e suas reivindicações.
Especificamente sobre a comunidade Trans – recorte que me corresponde – no mês de Janeiro, no dia 29, é celebrado o Dia Nacional da Visibilidade Trans e Travesti.
A data é importante para pessoas trans de todo o país. Importância essa que também deve ser abraçada e até celebrada por pessoas cisgêneras, pois tem o significado de reforçar a luta por respeito, garantia de direitos, igualdade (e equidade). E numa sociedade mais igualitária, todo mundo sai ganhando.
Vale lembrar que o Brasil continua sendo o país que mais mata pessoas trans no mundo, seguido por México e Estados Unidos.
Também é importante termos a proporção da população Travesti/Mulheres trans é abismal no mercado de trabalho, onde pesquisas apontam que 90% da população utiliza a prostituição como principal fonte de renda/trabalho e apenas 4% dentre as 10% têm registro em empregos formais.
Em um segundo ponto, pessoas trans têm grande relevância e suas diversas contribuições podem ser encontradas em áreas da arte, cultura e comportamento, que socialmente são consideradas marginalizadas, e por muitas vezes, são expropriadas em função de enquadramento nas normas impostas como sua influência na luta por igualdade de gênero, cultura, linguagem, literatura, política, entre outros.
Há uma grande pluralidade que deve ser celebrada em diversos âmbitos de influência habitados por pessoas Trans (e pretas), onde principalmente deveriam ser lembradas como protetoras ou formadoras de tais elementos culturais, por exemplo, o aclamado “Voguing” na dança e a cultura Ballroom.
No imaginário social conservador, ainda há alguns impedimentos, porém a população trans vem avançando, e quebrando estigmas e lugares antes impostos. Como apontado no documentário “Revelação” (Disclosure – 2020 – Netflix) – para falar de uma referência recente e “popularizada” – há uma forte influência da indústria cinematográfica, e tantas outras para a criação desse paradigma. Ou seja, ainda estamos em processo de quebra de paradigmas.
Com o avanço da utilização das redes sociais como forma de manifestação em prol da visibilidade, assim como com ações afirmativas e manifestações políticas, hoje podemos ter, em uma visão relativamente opaca, a possibilidade de celebrar a diversidade, sua completude e influência positiva que pode trazer.
Por quê influência?
Nos tempos anteriores à invenção da Internet, devido sua forte presença também nas artes, a comunidade Trans já era noticiada como parte da influência do mundo do entretenimento no Brasil e no Mundo – principalmente na “mídia alternativa” – como apontado pelos Museus que resgatam a memória da comunidade LGBTQIA+.
Nos primórdios da internet, era comum a presença de creators Trans em Blogs, Fotologs, comunidades do orkut e outras ferramentas mais antigas. Assim como funcionam as redes sociais atualmente, elas serviam como meios de comunicação entre a própria comunidade para o compartilhamento de informações relevantes e de apoio, como relatos de transições, fóruns sobre a liberdade de gênero e compartilhamento de lugares seguros, hoje essa narrativa avança, ajudando o deslocamento para o alcance e visibilidade além dos relatos de transição.
indicada ao Emmy Awards, em 2014, por conta de sua personagem Sophia Burset, no seriado Orange Is The New Black.
Ela possui 4,5 milhões de seguidores no Insta”; via Metrópoles;
Hoje estamos encontrando caminhos e realizando marcos importantes, como pessoas Trans ocupando a política, cinema, música e grandes prêmios de mídias também acessados pela população Cisgênera.
Como destacado acima, cada vez mais se evidenciam através influenciadores Transvestigêneres em redes sociais.
E mais, com a explosão de produções como “Pose”(Netflix, 2018), ou a nova série que conta a história da atriz e cantora Cristina Ortiz, “Veneno” (HBOMAX, 2020) e a quebra de narrativas trazida pelo filme “Alice Júnior” (Beija Flor Filmes, 2019), podemos encontrar sinais positivos sobre as novas influências nos caminhos de como se representa a história e vivência Trans.
“ – O filme “Alice Júnior”, lançado em 2019 e recentemente disponibilizado na Netflix, não só é um respiro para a comunidade transgênera, como também nos convida a mergulhar de verdade nas questões trans enquanto nos diverte….” Diz Jonas Maria.
Fruto desses trabalhos, é possível observar atrizes que protagonizaram os respectivos papéis, como Daniela Santiago e Anne Mota e sua notoriedade nas redes sociais.
Artistas e profissionais de diversas áreas compartilham informação e conteúdo através das redes sociais, utilizando-as, assim como pessoas cisgêneras, como vitrines para seus trabalhos, sua rotina e entretenimento.
Segundo matéria publicada pela BBC News asper Observatório da Uol, pessoas Trans estão mudando a Indústria da Propaganda no Brasil. A entrevista foi realizada com Lucca Najar e Thiessa Woinbackk.
@luccanajar (Youtube – 160k inscritos e pico de 390k de visualizações)
@Thiessita ( Youtube 770k inscritos e pico de 2,2mi de visualizações)
Essa influência e notoriedade pode ser considerada uma conquista enorme para a comunidade LGBTQIA+ de maneira geral, principalmente a Trans, pois é através desse “workflow” que sabemos que entram as marcas que ainda não trabalham com ações afirmativas, a voltarem suas atenções, e incluírem os creators em suas contratações.
O “prêmio dourado” no mundo da publicidade viria diretamente dessa relação com o Marketing de Influência, onde existe aí uma oportunidade para abrangência de convergência dessas narrativas e alocação de pessoas Trans em espaços “não comuns” anteriormente, por exemplo, em mídias tradicionais. Ou seja, não sermos obrigados a assistir tragédias forçadas sobre processos de transição em horário nobre.
Através do mesmo, pode-se encontrar a possibilidade de abranger a informação e colocar pessoas Trans como autoridades de assuntos plurais e diversos, espaços esses que anteriormente se diluíram no conservadorismo. O que é ressaltando – que é 10/10 também – é a capacidade de pessoas de atingirem lugares e audiências específicas com uma sensibilidade maior.
Agora que estamos alinhando nossos discursos, trouxemos aqui alguns pontos importantes com base em erros comuns de quando vamos falar de Influência.
Influência de pessoas trans/travestis com notoriedade.
Não se utilizar de influenciadores únicos para falar em nome de uma comunidade. É importante notar que cada influenciador tem um nicho específico e um público diferente, por mais que lutem pela mesma bandeira. Cada creator pode corresponder a um ou mais lugares dentro de sua representatividade, mas, é importante entender quando isso deve ser evitado.
É comum acompanharmos “denúncias” em redes sociais de creators que recebem convites para representarem lugares que não são seus. Por exemplo, personagens Drags sendo chamadas para representar/ falar em nome de pessoas trans.
Just don’t.
A partir disso precisamos:
Celebrar a pluralidade.
Existem pessoas Trans, possivelmente, em todas as áreas profissionais possíveis, como mostrado anteriormente. É importantíssimo dar voz e conciliar isso aos interesses de uma marca.
Contratações de pessoas trans apenas para falar sobre diversidade, não significa inclusão. É importante conhecer as demandas e o público de cada creator, não assumindo que serão exclusivamente LGBTQIA+;
E muito mais importante é:
Deixar de lado as contratações de pessoas trans apenas em datas específicas;
Profissionais LGBTQIA+ trabalham o ano inteiro, e, conforme dados da pesquisa, a maioria deles relata o aumento da busca de marcas apenas em datas como Parada LGBTQIA+.
Conte no seu calendário de ações e campanhas, as datas importantes para a Comunidade, mas não apenas. Isso é um dos elementos mais fortes, senão o próprio “Pink Money”, e às vezes nem money é, o que nos leva a pensar em:
Nem tudo é acordo de permuta (vulgo “Permuta não paga aluguel”) ;
Uma queixa constante de creators Trans/LGBTQIA+ é a relação de propostas de contratos versus acordos de permutas recebidos. Essa é uma cobrança cada vez mais frequente dos creators, e, se formos parar para pensar: Como poderia ser diferente, não é ? Além disso, valorizar o trabalho e o caché;
Ressignifique o sentido de equipe.
Uma equipe diversa e plural é capaz de discutir, abranger e criar mais, e com maior efetividade. Isso porque os questionamentos vêm de lados diferentes e vivências diferentes abordando o mesmo tema.
Na busca do Creator que mais se adequa a sua marca, isso não é diferente. Ter uma equipe diversa, pode possibilitar a marca a ter uma leitura mais ampla sobre o tema e o público e por isso, selecionar os creators que mais conversem com sua marca.
Recentemente, foi questionada essa relação entre ampliar a representação da diversidade nas marcas e o forte conservadorismo social, ou seja, boicotes a marcas que se posicionam.
Um dado interessante é que na campanha da Natura do Dia Dos Pais, com o @Thammy.Miranda, houve uma reação muito positiva do mercado financeiro à decisão.
Segundo o jornal “Estadão”, as ações ordinárias da Natura operaram em alta de 6,73% em 29/06. O Ibovespa subiu 1,44%. No dia 30, o valor das ações da Natura cresceu mais 3,36%, mesmo com ataques de Fake News e boicotes virtuais.
Empresas vêm cada vez mais investindo em trazer diversidade e novos olhares para suas equipes.
E agora que você sabe, o que fazer?
4 atitudes para serem tomadas a partir de agora:
Seguir perfis e creators trans;
Ficar por dentro de notícias e atualizações da comunidade Trans em geral, conquistas, lutas e contextos;
Buscar ser aliada e observar a quantidade de pessoas trans em ambientes onde frequenta.
Se não há ninguém, questione-se o por quê.
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São atitudes breves, que demandam pouco tempo. A partir daí, com certeza você verá cada vez ações maiores que podem ajudar a mudar a realidade de muitas pessoas ao seu redor. Vamos juntos?