Categoria: DADOS

  • Agência Mosaico lança amplo estudo “Creators e Marcas da Diversidade” sobre marketing de influência no Brasil

    Agência Mosaico lança amplo estudo “Creators e Marcas da Diversidade” sobre marketing de influência no Brasil

    São Paulo, 21 julho de 2025 – Em um contexto global onde a pauta de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) enfrenta sinais de retração, especialmente com a diminuição de investimentos e menções em grandes corporações como Google, Microsoft e Disney nos Estados Unidos, a Agência Mosaico, pioneira no marketing de influência com foco em diversidade no Brasil, anuncia o lançamento de sua pesquisa “Creators e Marcas da Diversidade”. Este estudo inovador expande iniciativas anteriores e aprofunda o olhar sobre a pluralidade no mercado de influência, abrangendo recortes essenciais como raça, gênero e sexualidade, idade, padrões de corpo, regionalidade e pessoas com deficiência (PcDs).

    O cenário brasileiro diverge da tendência de esfriamento observada em outras economias. Dados recentes da Blend Edu indicam que 63% das organizações, no Brasil, ampliaram seus investimentos em diversidade e inclusão em 2024, enquanto o Relatório de Tendências de Empregabilidade 2025, da Gupy, registrou um notável crescimento de 37% nas vagas afirmativas. Soma-se a isso um movimento que congrega mais de 500 grandes empresas no país, empenhadas em consolidar e impulsionar ações concretas de inclusão. “Diante de um momento em que o apoio à diversidade parece estar sendo colocado à prova, reafirmamos que essa pauta é inegociável”, declara Yheuriet Kalil, CEO da Mosaico. “A influência digital reflete a sociedade em que vivemos e, mais do que nunca, é preciso garantir que essa representatividade seja autêntica, consistente e duradoura”.


    A Voz dos Creators: Desafios e oportunidades na representação brasileira

    O estudo da Mosaico teve como objetivo dar voz e visibilidade aos criadores de conteúdo pertencentes a grupos de diversidade. O agrupamento dos respondentes nas vertentes incluiu pessoas LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência (PcDs), pessoas racializadas (negras, indígenas, amarelas), pessoas com corpos diversos (gordos, com vitiligo, etc.), criadores com mais de 60 anos e aqueles situados fora do eixo Rio-São Paulo ou em comunidades periféricas.  

    A pesquisa quantitativa contou com 246 respostas de influenciadores e criadores de conteúdo diversos, sendo composta por Mulheres Cis (53,7%) e Homens Cis (37,4%), incluindo vozes importantes de pessoas Não-Binárias (3,3%), Mulheres Trans (2,0%), Homens Trans (2,0%) e Travestis (1,6%), revelando a pluralidade de identidades atuantes no setor. A faixa etária predominante ficou entre 26 e 35 anos (59,8%) e 36 a 45 anos (22,8%). O estudo evidencia a menor presença de criadores de conteúdo nas extremidades etárias, como jovens de 15 a 19 anos (0,8%) e pessoas com mais de 60 anos (1,6%), indicando uma lacuna significativa na representatividade etária. A representação racial, na pesquisa, aponta que 50,8% dos participantes se identificam como Brancos, enquanto 28,5% são Pretos, 16,3% Pardos, 3,7% Amarelos e 0,8% Indígenas, refletindo a complexa composição étnica do país. 

    Ao nos concentrarmos nas vertentes da diversidade, 60,2% representam a comunidade LGBTQIAPN+, 41,5% são influenciadores que fazem parte da diversidade regional, 40,2% consideram que estão na diversidade racial, 26% possuem corpos considerados fora do padrão, 15,9% são influenciadores que vivem em comunidades periféricas e 7,7% são PCDs, além aqueles que fazem parte da geração prateada, acima dos 60 anos de idade (1,6%).  O universo dos Micro Influenciadores (10.001 a 100.000 seguidores) domina com 54,5% da amostra, seguido pelos Meso Influenciadores (26%). O Instagram é a principal plataforma de trabalho para 86,18% dos respondentes, o TikTok (8,54%) e o YouTube (3,25%), apresentando menor relevância.

    A pesquisa ofereceu um panorama detalhado sobre o perfil dos profissionais que atuam na Creator Economy e que fazem parte de recortes da diversidade. O estudo mapeou desafios, perfis de criadores e a dinâmica de trabalho com marcas, coletando dados para fortalecer a diversidade e inclusão no mercado de influência e criação de conteúdo.

    A Percepção da Representatividade: Luzes e Sombras

    A pesquisa aprofundou-se na percepção dos criadores sobre como as marcas abordam a diversidade em suas campanhas, e os resultados apontam tanto avanços quanto desafios persistentes. A pesquisa revela um panorama de contrastes no marketing de influência brasileiro: enquanto a representatividade LGBTQIAPN+ e de corpos diversos demonstra alta visibilidade e lembrança de marcas (82,1% e 76% de lembrança, respectivamente), a inclusão de influenciadores mais maduros (apenas 32,1% de lembrança) e racialmente diversos (35% de lembrança) persiste como um ponto crítico. Ainda, 38,6% mencionaram marcas que incluem influenciadores PcDs, indicando que a inclusão de pessoas com deficiência ainda são minoritárias nas ativações com influenciadores. Essa discrepância expõe uma lacuna estratégica: o mercado ainda falha em espelhar a diversidade demográfica do Brasil e em aproveitar o vasto potencial de engajamento de públicos que, embora economicamente relevantes, permanecem sub-representados, exigindo um compromisso mais profundo e contínuo com a inclusão. 

    O estudo ainda aponta que, enquanto os setores de Beleza, Higiene e Perfumaria (60,2%) e Vestuário e Acessórios (44,3%) lideram as ativações gerais, refletindo tendências de mercado, a predominância de picos de trabalho durante o Mês do Orgulho LGBTQIAPN+ (20,73%) é um alerta crítico. Essa concentração, que supera datas comerciais como Black Friday (15,85%) e Dia dos Namorados (10,57%), indica uma alarmante tendência de inclusão sazonal, que mina a autenticidade e a sustentabilidade da representatividade ao longo do ano. Os influenciadores plurais sentem-se menos representados em campanhas publicitárias de setores como Concessionárias e Montadoras (40,8%), Serviços Financeiros (28%) e Saúde e Academia (26,4%), evidenciando um padrão heteronormativo branco e padrão que falha em inovar para o público diverso do Brasil.

    Os próprios criadores apontam barreiras estruturais, como a preferência por mega influenciadores/celebridades (43,7%), a falta de representatividade nas campanhas (27,3%), orçamentos reduzidos para influenciadores diversos (25,7%), e a persistência de preconceitos e estereótipos (20,4%). Contudo, 92,3% dos influenciadores compartilharam experiências positivas quando questionados com quais marcas eles tinham gostado de trabalhar, valorizando a liberdade criativa, autenticidade, o relacionamento,  o alinhamento com propósito/valores e a representatividade que as marcas buscam — fatores que, segundo eles, superam a mera remuneração justa. 

    Há recados preciosos como o de uma creator mulher cis, preta, de Minas Gerais: “É importante entender que sair da caixa não é apenas uma tendência, é uma necessidade. Inclusão de verdade acontece quando marcas deixam de falar sobre as pessoas e começam a falar com elas: ouvindo, abrindo espaço e dando protagonismo a vozes diversas. Não se trata só de representatividade estética, mas de participação real nas decisões, nas campanhas, na criação. Se vocês querem ser bem representados, abram espaço para todos. Isso é disruptivo. É desconfortável, mas é justamente aí que acontece a transformação. A inclusão verdadeira incomoda o status, rompe padrões e questiona privilégios. E é isso que torna uma marca relevante: quando ela tem coragem de refletir o mundo como ele é: múltiplo, diverso e real”. 

    A coordenação da pesquisa, realizada por Yhevelin Guerin, sócia e business intelligence da Mosaico, destaca a relevância do estudo para marcas que buscam alinhar suas estratégias a um mercado cada vez mais exigente por representatividade autêntica. “Nosso objetivo foi entender não apenas os desafios e a realidade dos influenciadores, mas também saber a percepção deles em relação às marcas. A pesquisa foi um recurso essencial para fornecer insights necessários que ajudem a direcionar estratégias mais eficazes no marketing de influência. Há um material rico que as marcas podem consultar”, complementa Yhevelin.

    A pesquisa “Creators e Marcas da Diversidade” marca os seis anos da Agência Mosaico. Os resultados detalhados estarão disponíveis, nas redes sociais e no site da agência, para fomentar discussões e incentivar ações concretas no setor. Nossa mensagem é inequívoca: a diversidade não é uma tendência efêmera de mercado, mas um compromisso fundamental para a construção de marcas relevantes e um futuro mais equitativo.

  • Guia de Tendências 2023

    Guia de Tendências 2023

    A Mosaico, 1ª agência de influência com foco em diversidade do país, vem lançando anualmente guias com tendências do setor de marketing de influência. Depois de duas edições, incluindo a última versão de 2022,  a agência acaba de disponibilizar sua terceira análise, o Guia de Tendências 2023, que promete prever o que fará sucesso nas redes nesse ano. 

    O Brasil já é considerado o país dos influenciadores com mais de 20 milhões de auto intitulados creators, de acordo com uma pesquisa encomendada pela Meta. A agência analisou os relatórios que foram compartilhados pelas plataformas, consultorias e institutos de pesquisa no último trimestre de 2022. 

    Em suas edições passadas, os conteúdos trouxeram uma nova visão sobre o marketing de influência e a importância de utilizá-la em suas estratégias, além de prever os principais nichos que ficariam em alta durante o ano como Bem Estar e Streamers. 

    Neste ano, o guia revela o que se mantém e as novidades no universo da influência, além de uma lista de influenciadores que prometem marcar presença nas nossas telas e o tipo de conteúdo que o público deverá sentir mais interesse. Um destaque é que todas as imagens que ilustram o material foram desenvolvidas através de Inteligência Artificial, algo que veremos com frequência durante o ano . 

    Além das IAs – Inteligências Artificiais – Algumas das tendências que aparecem no guia já estão sendo implementadas, é o caso das comunidades, criadas para aproximar influenciadores e marcas criando uma relação mais real entre as partes. A própria Mosaico já utiliza o formato de squad em diversas ações.  

    O conteúdo está completo, com informações sobre monetização, algoritmos e outros temas essenciais para desbravar as redes durante o ano de 2023. Para acessar o Guia de Tendências basta acessar o link https://mosaico.monovj.com.br/tendencias2023/ e baixar o conteúdo completo. Boa leitura!

  • PESQUISA: Creatos Lésbicas no Brasil

    PESQUISA: Creatos Lésbicas no Brasil

    A Mosaico se tornou pioneira ao realizar a primeira pesquisa direcionada a influenciadores LGBTQIAPN+ e mais para frente a pesquisa Creators Trans. As amostragens destacaram uma realidade já percebida anteriormente: existe desigualdade dentro da sigla. Onde alguns membros sofrem diferentes formas de preconceito e apagamento.

    Pensando nisso, decidimos focar em uma parcela de criadoras de conteúdo que é muitas vezes apagada e/ou sexualizada: As criadoras lésbicas.

    Considerando a localização, conseguimos chegar ao resultado de que a maior parte das influenciadoras nasceram (33,7%) e moram (45,7%) no estado de São Paulo.

    A maior parte desse grupo está na faixa etária de 25 à 35 anos, correspondendo a 65,2% dos responsáveis. Apenas 1,1% com mais de 55 anos e nenhum respondente com menos de 18 anos. O que levantou a questão da descoberta da sexualidade tardia para lésbicas.

    Essa questão teve resposta de múltipla escolha, visto que é possível se identificar com diferentes gêneros. Ainda assim, 92,2% respondeu ser cis gênero.

    Sobre estados civil, 33,7% está namorando, 22,8% em união estável, 18,5% casades, 18,5% solteires, 3.3% outros e 2,2% divorciades.

    Referente a raça, a maioria esmagadora respondeu ser branca (62%), seguida por pretas (23,9%), pardas (7,6%), indígenas (3,3%) e amarelas (1,1%).

    O Instagram é a principal plataforma de trabalho para 81,5% das respondentes.

    A base de seguidores das respondentes estava dividida em: micro 42,4%, nano 40,2%, meso 13%, macro 2,2% e mega 2,2%

    Os principais temas abordados são, entretenimento 41,3%, cultura e história lgbtqia+ 38%, gênero e sexualidade 37% e ativismo e direitos 30,4%.

    71,1% não possuem agente/ agência e se auto representam, fazendo com as marcas.

    Sobre a segmentação: beleza, higiene e perfumaria lidera (31,5%) como o segmento que as marcas mais realizam ativações com influs lésbicas.

    Há uma preocupação maior por parte de consumidores e, consequentemente, de creators em adotar marcas de acordo com o seu posicionamento. Buscamos conhecer mais sobre o que leva creators a trabalharem ou não com uma marca. 

  • ONDE ESTÃO AS CREATORS LÉSBICAS?

    ONDE ESTÃO AS CREATORS LÉSBICAS?

    Somos uma agência especializada em Marketing de Influência que tem como propósito trazer pluralidade para a comunicação, dando visibilidade para influenciadores diversos e conectando-os a marcas. Conhecida por nossas pesquisas desbravando o universo de Creators LGBTQIAPN+ (2020) e Creators Trans (2021), retornamos para falar sobre quem pertence à letra L na sigla LGBTQIAPN+.

    A pesquisa ficou no ar durante o mês de maio e contou com o mapeamento de 170 nomes. Além do apoio da YOUPIX, uma das maiores consultorias de influência da América Latina, contamos com influenciadores parceiros que auxiliaram na divulgação. Ao final, foram 115 respostas coletadas revelando que 68,5% residem no sudeste e que a faixa etária predominante é a de 25 a 35 anos, representando 65,2% do recorte. Além disso, também foi possível conhecer os temas abordados por essa comunidade: 41,3% responderam tratar de temas relacionados ao entretenimento, seguidos de 38% que responderam criar conteúdos relacionados à cultura e história LGBTQIAPN+.

    A pesquisa de 2020, apontou que 33,3% das criadoras lésbicas não recebem qualquer tipo de remuneração pelo trabalho de creator, nessa amostragem conseguimos ir além desse dado, descobrindo que 71,1% dessas criadoras não possuem um agente ou agência e se auto-representam, podendo assim estar fora de bancos de influenciadores e tendo seu acesso dificultado a ações publicitárias.

    Das respondentes que já foram procuradas por marcas, 88,3%  alegaram maior procura durante o Mês do Orgulho e 38,3% ao mês da Visibilidade e Orgulho Lésbico. Outras datas lembradas estão o Dia da Mulher (38,3%) e Dia dos Namorados (35%). A busca por influenciadoras lésbicas é sazonal, como ressalta essa participante em um comentário anônimo “Nós não existimos apenas no mês do orgulho e não falamos apenas sobre nossas opressões, trabalhamos nas mais diversas áreas e influenciamos as pessoas de diversas formas.”

    Os dados coletados nessa pesquisa destacam uma ideia que já não é novidade: criadoras lésbicas sofrem apagamento dentro e fora da comunidade LGBTQIAPN+. “Através da pesquisa, queremos dar visibilidade a esse nicho de creators para que elas possam estar mais presentes em campanhas. É importante que as marcas mostrem as vivências de influenciadoras lésbicas com naturalidade ao longo de todos os dias do ano e não só em datas alusivas.“, explica a Coordenadora da Pesquisa Yhevelin Guerin, lésbica e sócia da Mosaico.

    Para ter acesso ao resultado da pesquisa, basta acessar o link por aqui  e preencher um formulário rápido para acessar todos os dados da pesquisa inédita. 

  • A hora de ouvir as influenciadoras lésbicas

    A hora de ouvir as influenciadoras lésbicas

    Agência Mosaico lança pesquisa ao lado da YOUPIX para dar voz a criadoras de conteúdo lésbicas e fornecer dados para o mercado 

    Mosaico, agência especializada em Marketing de Influência com foco na Diversidade, realizou a primeira pesquisa direcionada aos influenciadores LGBTQIA+ do Brasil em 2020. No ano seguinte, a agência focou no perfil de creators trans. As pesquisas evidenciaram para as marcas como as ativações e projetos envolvendo a comunidade LGBTQIA +  devem ir além de épocas sazonais. 

    A Pesquisa de 2020, apontou, por exemplo, que 33,3% das criadoras lésbicas não recebem qualquer tipo de remuneração pelo trabalho de creator, enquanto para os homens cis gays esse número diminui para 9,3%. Esses dados mostram como existe uma desigualdade na busca por creators lésbicas mesmo dentro da comunidade. 

    Dessa vez, a agência, ao lado da YOUPIX, uma das mais respeitadas empresas de consultoria de influência da América Latina, busca por mais informações sobre a presença da comunidade lésbica no mercado de influência brasileiro. “Somos lésbicas (LGBTs) o ano todo. Precisamos pagar boletos o ano todo e não só em junho. Meu público consome e escuta minhas recomendações e dicas em todos os meses do ano. Gostaria que junho e agosto fossem meses que conseguisse juntar uma grana a mais pra então pelo menos compensar esse silêncio que infelizmente tende a nos acompanhar nos outros meses” disse, Yas Campbell criadora de conteúdo e uma das consultoras da pesquisa.

    Por isso, a proposta final desta nova pesquisa é ouvir essas creators e dar uma dimensão das influenciadoras lésbicas, fornecendo informações que auxiliem ainda mais na profissionalização e diversidade das ações de marketing. “As lésbicas não fazem parte somente de uma sigla, há outras dimensões dentro desse mundo, como maternidade, trabalho, corpo, preconceito, inclusive o próprio empoderamento feminino. Acreditamos que as ouvindo, podemos aprender e ampliar ainda mais o mercado de influência.” Afirma Yhevelin Guerin, lésbica, sócia da Mosaico e coordenadora da pesquisa.

    Para participar, basta acessar o link do questionário por aqui . É importante que a pesquisa seja respondida com todos os detalhes possíveis até seu encerramento no dia 26 de maio para refletir a realidade da sociedade diversa que vivemos. 

  • Pesquisa sobre Influencers Trans

    Pesquisa sobre Influencers Trans

    Em 2020 fizemos nossa primeira pesquisa direcionada aos criadores de conteúdo e influenciadores LGBTQIA+ no Brasil, a fim de reunir informações sobre esse grupo ao mercado de influência. O resultado não foi muito positivo, visto que há muita desigualdade também entre as siglas. 

    Nesse ano decidimos segmentar um  pouco mais essa pesquisa e trazer o foco para creators Trans. Assim como na análise anterior, buscamos saber mais sobre o universo da sigla T. Para isso, contamos com o apoio da TransEmpregos e da YouPix.

    O primeiro passo foi fazer um mapeamento de influenciadores trans para termos uma dimensão de nosso universo. Esse mapeamento também nos auxiliaria no envio de directs para que o pessoal participasse da pesquisa, que ficou disponível para coleta de dados entre os dias 1 e 21 de junho. Ao todo, conseguimos 189 respostas concentradas na idade entre 18 e 35 anos 86,8%, são moradores principalmente do Estado de São Paulo 33,9%, Rio de Janeiro 15,3%, Minas Gerais 5,8% e Bahia 5,3%.

    A amostra foi composta por 41,3% de homens trans, 39,1% de mulheres trans, 15,9% travestis e 13,2% não binárie. A pergunta sobre identidade de gênero foi de múltipla escolha, tendo no grupo, pessoas que se identificam tanto como homem trans quanto gênero fluíde e não binárie, quanto mulher trans e travesti. Relacionado à orientação sexual, 45% são heterossexuais, 23,8% bissexual, 19% Pansexual e 6,9% Gay.

    Referente a raça, seguindo as bases estabelecidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a amostra se denominou 48,7% branca, 25,4% parda e 22,8% negra. Do grupo, 64% são solteires, 20,6% estão namorando e 9% são casades.

    A maior parte dos respondentes são composta por nano influenciadores, que possuem menos de 10 mil seguidores, 42,3%. Micro (de 10 a 100K) 21,7% e Meso (de 100k -500k) – 3,7%. Mega Influenciadores (acima de 1M): 0,5%.

    Quando o assunto é produção de conteúdo, numa questão de múltipla resposta, 14,3% dizem que não possuem um tema específico. Entretanto, os 38,1% abordam assuntos sobre gênero e sexualidade e 36,5% assuntos relacionados com a cultura e história LGBTQIA+, fato que se associa ao motivo que os levou a serem influenciadores digitais, como uma forma de mostrar a sua trajetória e fornecer visibilidade ao universo. Outros assuntos que também entram na pauta desse grupo é assuntos relacionados com beleza 28,1%, Arte 27% e Entretenimento 24,4%.

    Um ponto importante de se destacar é frequência que esse grupo realizou trabalhos como influencers. 45,5% respondeu não ter feito nenhum trabalho como influencer nos últimos 6 meses, enquanto 11,1% fez 1 trabalho. Esse dado destaca o esquecimento da comunidade trans fora do Mês do Orgulho LGBTQIA+.

    36,6% do creators que responderam a pesquisa disseram ser mais procurados por empresas durante o Mês do Orgulho LGBTQIA+.

    Isso ressalta como as marcas ignoram a existência dessa comunidade nos outros períodos do ano e acabam inviabilizando essas pessoas!

    57,6% responderam que o valor do cachê é importante ou muito importante na hora de fechar um trabalho.

    Já sobre a forma de abordagem das marcas quase 35% respondeu considerar importante na hora de aceitar um trabalho

    Mais da metade dos creators trans respondentes da pesquisa acham muito importante que as marcas se posicionam e não acham muito importante a fama dessas empresas.

    Quando uma marca se posiciona ela mostra que seu apoio é genuíno e não uma estratégia que visa apenas lucros.

    Pesquisa supervisionada e também integrante do projeto de pesquisa da Profa. Dra. Yhevelin Guerin, vinculada à Universidade de Santa Cruz do Sul e intitulada “Influenciadores digitais, empoderamento social e posicionamento de marca.

  • Pesquisa Influenciadores Trans: A Mosaico quer ouvir a sigla “T”

    Pesquisa Influenciadores Trans: A Mosaico quer ouvir a sigla “T”

    São poucos os dados disponíveis que falam sobre o nicho de creators e influencers transgênero. Pensando em levantar essas informações para poder defender a inclusão de influenciadores da sigla T em campanhas publicitárias, a Mosaico desenvolveu a “Pesquisa com Influencers Trans”.

    Mosaico é conhecida no setor de marketing de influência por defender a diversidade dentro de campanhas publicitárias e empresas. Fomos a  precursora ao tentar entender mais sobre como é a inclusão dos influencers integrantes da sigla LGBTQIA+ em 2020, quando realizamos a primeira pesquisa brasileira direcionada a este público. Agora, queremos nos aprofundar no assunto e conhecer mais sobre os influenciadores pertencentes a sigla T.

    A pesquisa sobre todo o movimento LGBTQIA+ nos trouxe alguns dados que indicam a existência de desigualdades dentro da própria sigla. No âmbito financeiro, por exemplo, mapeamos que 30,8% dos influenciadores trans não são remunerados pelo seu trabalho. Estes índices mudam bastante entre os influencers cis, onde 14% desse grupo não recebe remuneração e 13,2% vivem exclusivamente da criação de conteúdo.

    Esta condição confirma um tabu presente no que se refere à identidade de gênero e a dificuldade não só da sociedade, mas também das marcas, de tratar o assunto de maneira mais aberta e natural. E para mudar esse cenário, nos unimos com o TransEmpregos, a Youpix e o site Põe Na Roda, que vão nos ajudar no trabalho de dados e divulgação dessa pesquisa.

    A proposta final, além de fornecer informações sobre esse universo, possibilita visibilidade. Segundo Yheuriet Kalil, CEO da Mosaico, existem “resistências e estranhamentos sociais dentro da comunicação e no momento em que marcas apoiam, contratam e co-criam com creators trans, esse tema pode ser mais difundido e naturalizado. Os tabus precisam ser dissipados”.

    Participe da pesquisa acessando este link e preenchendo o formulárioÉ importante que ele seja respondido com todos os detalhes possíveis, para refletir a sua realidade. 

    Para termos um resultado mais completo precisamos que a pesquisa tenha muitas respostas, então compartilhe com os amigos e nos ajude na divulgação.

  • Creators LGBTQIA+ mandam recados (e grandes conselhos) para as marcas que ainda não investem em diversidade

    Creators LGBTQIA+ mandam recados (e grandes conselhos) para as marcas que ainda não investem em diversidade

    Nossa pesquisa sobre o universo dos creators LGBTQIA+ trouxe muitos insights que falam do mercado da influência e sobre seu impacto direto nos representantes do movimento. Podemos navegar por dados que nos mostraram detalhes sobre as principais redes sociais trabalhadasformatos favoritos para criação de conteúdo e também o quanto os creators conseguem ganhar com todo esse trabalho.

    No final do nosso formulário de pesquisa, deixamos um espaço em aberto para que o criador de conteúdo pudesse deixar um recado para as marcas. Hoje, a missão da Mosaico é publicar esses feedbacks, que são conselhos importantes para quem ainda tem algum receio em investir e se posicionar a favor de lésbicas, gays, trans, bis, queers, interssexuais, assexuais, panssexuias e etc. Eles merecem e têm direito a ter voz ativa, e você não pode deixar de ouvi-los e pegar esses conselhos para criar uma super estratégia cheia de diversidade para sua empresa. 


    Conselho 1: Influência é um trabalho e merece remuneração real


    “As marcas e as agências precisam lembrar que a gente existe além de junho e precisam lembrar também que a gente tem boletos, porque tem várias marcas que querem que a gente faça coisas de graça ou pagando super pouco em nome da visibilidade da causa. Visibilidade sem pagar não me interessa porque não gera inclusão. Eu só vou estar em pé de igualdade com as pessoas héteros-cis quando meu trabalho for tão valorizado quanto o deles”  (opinião de creator transgênero/pansexual)

    Esse comentário é muito importante pois mostra que não é apenas dando espaço em uma campanha para integrantes do movimento LGBTQIA+ que uma marca se mostra aberta à diversidade. É preciso que todos os tratamentos sejam igualitários, principalmente aqueles que envolvem remuneração pelo esforço envolvido por parte do creator. A pesquisa da Mosaico mapeou quanto o trabalho de influência auxilia na renda de cada creator e pode entender que a valorização que o creator busca é aquela onde ele é pago por exercer o seu trabalho, algo que vai muito além da distribuição de mimos ou recebidos em troca de posts, prática muito frequente na maioria das empresas, que buscam menções em troca de alguns produtos, sem realizar um alinhamento de trabalho remunerado.  

    Conselho 2: Ampliar o calendário e praticar a inclusão nos 365 dias do ano

    “Fazer publi e falar da pauta (LGBTQIA+) só na época do ano que todos falam é fácil. Importante é fazer esse trabalho de forma constante, apoiando a médio e longo prazo o criador do segmento. Especialmente se tratando de saúde mental, pois o criador de conteúdo ter um patrocinador fixo significa ter mais segurança e a imagem da marca é trabalhada no longo prazo. ”  (opinião de creator bissexual)

    “Incluir influenciadores que fazem parte desse meio em diversas campanhas durante o ano, não apenas no mês do orgulho LGBTQIA+” (opinião de creator bissexual)

    “Fazer mais ações ligadas ao público LGBTQIA+ mesmo fora das datas focadas nesse público. Trazer a normalidade e representatividade real da nossa comunidade para o mercado publicitário, defendendo nossa causa durante todo o ano. ” (opinião de creator bissexual)

    Nas lives realizadas pela Mosaico durante o mês de celebração ao orgulho LGBTQIA+, muitos dos nossos convidados também relataram a necessidade de ver marcas trabalhando a diversidade durante outras datas comemorativas ao decorrer do ano. A comunidade também possui ou são mães, pais, filhos, possuem famílias e querem engajar e comemorar esses dias especiais como qualquer outro influenciador que é convidado para campanhas nos outros meses do ano. A representatividade não está somente dentro da construção de narrativas em cima de uma sigla específica. Ela vai além, Uma marca não precisa somente praticar uma discurso literal. Ao contratar e incluir as ações na sua comunicação membros do movimento, indo além dos estereótipos e exposição da sexualidade, a marca já estará abrindo as portas para a diversidade. Os criadores de conteúdo falam sobre diversos temas, não é só o discurso da comunidade.

    Conselho 3: Abrir espaço para corpos gordos e pretos


    “Importante, além da diversidade de letras, pensar na diversidade de corpos! Pessoas gordas, inclusive” (opinião de creator bissexual)

    A pluralidade de uma campanha começa quando conseguimos estourar a bolha do comum. É ir além da família feliz na propaganda de margarina, do casal feliz, magro e hétero se beijando na campanha de dia dos namorados. Da festa de natal rodeada de pessoas brancas. É preciso incluir corpos gordos, pretos, indígenas, pessoas com deficiência e naturalizar as suas existências, pois parte dele são a maioria do público consumidor ativo no Brasil e precisam começar a se enxergar em ações de marketing das marcas.

    Gostou das dicas que os criadores de conteúdo passaram? Qual delas a sua empresa precisa ainda incorporar na comunicação? Navegue pelo nosso blog e descubra outros insights para trazer ainda mais pluralidade e diversidade para sua marca. 

    Pesquisa supervisionada e também integrante do projeto de pesquisa da Profa. Dra. Yhevelin Guerin, vinculada à Universidade de Santa Cruz do Sul e intitulada “Influenciadores digitais, empoderamento social e posicionamento de marca.

  • Os formatos de conteúdo mais usados por influenciadores digitais LGBTQIA+ no Brasil

    Os formatos de conteúdo mais usados por influenciadores digitais LGBTQIA+ no Brasil

    Todos adoramos fazer publicações nas nossas redes sociais favoritas, certo? Escolher o melhor filtro, o melhor ângulo, uma legenda diferente para complementar a imagem. Esperar pelos likes, comentários e compartilhamentos. É um ciclo vicioso, mas que caracteriza a nossa produção de conteúdo.

    Para influenciadores digitais, muitas etapas são adicionadas a este processo. Entender o que os seguidores estão pedindo, a tendência do momento, os dados gerais de seu público-alvo e também realizar um monitoramento mais completo sobre os resultados alcançados. A pesquisa realizada pela agência Mosaico – que buscou dados de creators LGBTQIA+ no Brasil – apontou que fotos estáticas nos feeds são os formatos mais amados e escolhidos para publicações, sendo escolhido por 91,3% dos participantes da pesquisa. 

    Os formatos menos utilizados para geração de conteúdo são aqueles dentro de ferramentas como o IGTV, já que 49,4% dos participantes afirmaram não produzir para este espaço e também os #TBT – que não são utilizados por 45,9% dos criadores de conteúdo do movimento. Normalmente, notamos que criadores de conteúdo gostam de trazer sempre novidades para as parcerias que fecham, por isso, os formatos que lembram publicações antigas não ganham muita adesão.

    A pesquisa promovida pela Mosaico fez questão de entender melhor a produção de conteúdo na ferramenta mais queridinha de todas: o instagram stories. No período, o formato reels ainda não estava disponível pela plataforma – o que impossibilitou de trazer detalhes de quem gostaria de produzir novidades para esse novo formato. Nos stories, o formato mais utilizado são vídeos selfies (77,9%) e repost de conteúdos de feed (65,1%). Ambos oferecem espaço para potencializar o engajamento dos perfis.

    Apesar de estar em um momento de grande repercursão e de adesão de usuários, os reposts da plataforma TikTok não estão muito presentes nos stories, de acordo com 70,3% dos criadores de conteúdo que optam não compartilhar seu conteúdo tiktoker no instagram. Muitos alegam que a rede desenvolvida pelo grupo de Mark Zuckerberg diminui o alcance das publicações originadas em outras plataformas.

    Gostaram da pesquisa? A agência Mosaico está sempre trazendo novidades sobre as principais movimentações do universo do marketing de influência, compartilhando seus cases de sucesso e pesquisas que ajudam a entender melhor este mercado. Conheça de perto o trabalho acessando as redes sociais e site da agência. Não esqueça de deixar seu comentário se gostou.

    Pesquisa supervisionada e também integrante do projeto de pesquisa da Profa. Dra. Yhevelin Guerin, vinculada à Universidade de Santa Cruz do Sul e intitulada “Influenciadores digitais, empoderamento social e posicionamento de marca.

  • Quanto o trabalho de influenciador representa na renda de creators LGBTQIA+ e em quais datas eles são mais procurados?

    Quanto o trabalho de influenciador representa na renda de creators LGBTQIA+ e em quais datas eles são mais procurados?

    A pesquisa que a agência Mosaico realizou com influenciadores pertencentes ao movimento LGBTQIA+ levantou muitos dados, entre eles, informações sobre o percentual da renda atrelada à produção de conteúdo e estratégias de comunicação das marcas envolvendo influenciadores da sigla. Se você é um curioso da área ou até uma marca que procura entender um pouco mais sobre a movimentação do mercado de marketing de influência, siga lendo este artigo para compreender de forma mais detalhada como os investimentos se distribuem em cada sigla. Se você ainda não leu, no artigo anterior, apresentamos um panorama sobre o perfil de criadores de conteúdo LGBTQIA+ no Brasil.

    LGBTQIA+: qual letra do movimento recebe mais investimentos?

    Nossa pesquisa, realizada entre os dias 04 e 22 de junho, trouxe questionamentos sobre quanto representa o faturamento do trabalho de influenciador digital em relação a sua renda total.  Mesmo que o trabalho de influência não represente a totalidade do orçamento do grupo pesquisado, já que apenas 11,5% dos respondentes declararam que vivem somente do trabalho de produção de conteúdo e 16,4% alegam não serem remunerados pelo seu trabalho, percebe-se que o número de influenciadores que não são remunerados pelas suas criações aumenta quando o assunto é a escolha de produtores de conteúdo que representam outras siglas além do G (influenciadores que se declaram somente gays).

    A preferência por gays para a participação de campanhas publicitárias já é algo percebido dentro do movimento, que questiona o posicionamento de inclusão das empresas ao abraçar apenas uma sigla. Para constatar esta relação, somente 9,3% dos representantes da letra G não recebem nenhum tipo de remuneração, enquanto que 29,2% dos representantes da letra B não são remunerados pelo seu trabalho. Já entre os representantes queers, 23,1% não recebem nenhum valor pelo seu trabalho e somente 3,8% alegam viver exclusivamente da criação de conteúdo, justamente por não poder se dedicar exclusivamente a função por falta de inclusão na comunicação de empresas.

    Quando nos direcionamos às lésbicas também percebemos uma grande diferença, pois 33,3% não realizam trabalhos de influência remunerados e para 47,6% o valor recebido representa menos da metade do orçamento.   Esta relação se acentua principalmente entre os transgêneros, a sigla que possivelmente seja a menos valorizada e incluída na comunicação de marcas, já que 43,8% dos entrevistados não recebe nenhum tipo de remuneração, seja ela na contratação de campanhas ou apoio a projetos.

    Entre os representantes da sigla T, somente 6,3% alega viver exclusivamente de seu trabalho de criador de conteúdo confirmando um tabu ainda presente no que se refere à identidade de gênero e a dificuldade não só da sociedade, mas também das marcas, de tratar o assunto de maneira mais aberta e natural.

    Sabemos que as transformações não acontecem de uma hora para outra, a representatividade das siglas estão relacionadas diretamente à história do movimento e do nosso momento atual, onde a discussão sobre a inclusão aflora e ganha espaço na pauta do mercado de comunicação. Vivemos uma época onde o empoderamento é exaltado e as siglas começam a aparecer com mais intensidade. Entretanto, é preciso enfatizar que as marcas ainda precisam trabalhar com outras formas de representações e diversidade. 

    A diferença na remuneração entre os gêneros e as principais datas comerciais em que os LGBTQIA+ são procurados.

    Nossa pesquisa também apontou a existência de diferença de remuneração entre homens e mulheres cis. Somente 10,7% dos homens declararam que o trabalho de influenciador não representa nada do seu orçamento e 14,6% alegaram viver exclusivamente do trabalho como criador de conteúdo.

    Estes números se diferenciam drasticamente quando o influencer é mulher cis, pois 30,8% não recebe nenhuma remuneração enquanto criadora de conteúdo, e 11,5% declararam que o trabalho de influência representa 100% da sua renda.

    Para direcionar as discussões da relação desse grupo de criadores de conteúdo com as marcas, perguntamos o que mais os anunciantes solicitam em relação a produção de conteúdo contratado. Nesse quesito, 38,4% dos respondentes comentaram que as marcas os deixam livres para escolher como será esse tipo conteúdo, já 28,5% solicitam que a utilização do produto ou serviço esteja ligada à rotina do influenciador. Percebe-se, no entanto, que a busca maior por essa comunidade, como já esperado, se concentra mais em uma data específica: o mês de Junho, citado por 60,1%.

    Com menor incidência, o Carnaval (34,1%) e o Dia dos Namorados (26%) também foram considerados. Em contrapartida, 10,5% alegaram que não há uma data específica, não sabendo dizer qual é o período em que marcas os procuram com mais frequência. 

    Além de junho – o mês do Orgulho -, o Carnaval e o Dia dos Namorados são as datas que as marcas procuram trabalhar um discurso mais plural, no entanto, essa postura parece não ser levada em consideração no decorrer do ano ou em datas consideradas, digamos que, “familiares”, como Natal (17,3%), Dia das Mães (8,7%) e Dia dos Pais (0,6%),  uma vez que não foram tão evidenciadas na pesquisa.

    A partir destes dados, salienta-se a necessidade das marcas investirem mais nesse mercado que, além de bilionário, deveria desenvolver estratégias com responsabilidade social constantes. É comum que ao longo do ano, certos períodos tenham picos de investimento, mas, o percentual na procura por representantes LGBTQIA+ em datas promocionais tradicionais não deveriam ser tão pequenas. Isso comprova a dicotomia que ainda existe entre família X diversidade. 

    A pesquisa realizada pela agência Mosaico mostra que os investimentos e a pluralidade nas campanhas que incluem representantes do movimento LGBTQIA+ precisa ser discutida. Influenciadores digitais lésbicas, gays, bissexuais, transsexuais, travestis, transgêneros, queers, intersexuais, assexuais, pansexuais e outros precisam de espaço.  Essa comunidade necessita de representatividade e, principalmente, precisa ser remunerada pelo seu esforço na criação de conteúdo, porque a valorização de suas vozes não pode ser sazonal, precisa ser permanente.

    Pesquisa supervisionada e também integrante do projeto de pesquisa da Profa. Dra. Yhevelin Guerin, vinculada à Universidade de Santa Cruz do Sul e intitulada “Influenciadores digitais, empoderamento social e posicionamento de marca.